O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 8, que suas reuniões com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 foram para tratar sobre a Lei Magnitsky. Ao ser questionado objetivamente pelo senador Sérgio Moro (PL-PR) se havia discutido o caso Master com alguma autoridade do Judiciário, destacou: "Todos os temas que foram debatidos relativos aos ministros do Supremo foram relativos à Magnitsky. E qualquer tema que possa ter surgido envolvendo familiares, sigilo bancário de familiares, sigilo financeiro de familiares, eu tenho o dever fiduciário de preservar."
Galípolo disse não confirmar ter recebido ligações do ministro Alexandre de Moraes e, na sequência, frisou que nunca conversou com Moraes por telefone.
Detalhou que as reuniões que teve com o ministro ocorreram pessoalmente, no gabinete da autoridade.
Galípolo participou de audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Na ocasião, também afirmou que nunca foi chamado ao Planalto para tratar de instituições financeiras.
Em dezembro do ano passado, Moraes publicou nota negando que havia procurado Galípolo para tratar da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Banco Master, em 2024 e 2025. As informações foram antecipadas pelo portal G1 e confirmadas pelo Estadão.
Os pagamentos constam na declaração de Imposto de Renda da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, liquidada pelo Banco Central, enviadas à CPI do Crime Organizado, do Senado.