Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno presidencial após o senador liderar a votação com 47,05% contra 45,14%, contrariando pesquisas e confirmando a força do bolsonarismo. A direita também consolidou poder regional com a vitória de Tarcísio de Freitas em São Paulo e dez governos estaduais no 1º turno. Já no Congresso, a onda conservadora quase dobrou a bancada do PL no Senado para 28 cadeiras, impulsionada pelo discurso de impeachment de ministros do STF.
Pouco mais de um ano após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado - pela 1.ª vez na história do Brasil - e outros crimes, o bolsonarismo mostrou resiliência e força eleitoral na primeira votação das eleições deste ano.
Do saldo que saiu neste domingo das urnas, o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, foi o mais significativo. Diferentemente do que indicavam pesquisas de intenção de voto e com 99,93% das urnas apuradas, Flávio havia obtido 56.088.374 (47,05%) ante 53.815.666 (45,14%) de Lula, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos, a menor desde a redemocratização. A disputa presidencial será decidida dentro de três semanas, no dia 25 de outubro.
Do ponto de vista federativo, a conquista da direita bolsonarista já está consolidada. A eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno em São Paulo simbolizou o triunfo nas disputas estaduais. Dos 20 governos definidos no primeiro turno, dez foram conquistados por candidatos de PL, Republicanos ou PP, resultado que amplia a presença desse campo político nos Estados e lhe garante máquinas regionais importantes para os próximos quatro anos.
No Congresso Nacional, a onda liderada pelo PL serviu para mudar também a configuração do Senado, apesar de a renovação não atingir a totalidade das cadeiras. Eram 54 vagas em disputa.
Com o mote do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que exige o apoio de 54 parlamentares, candidatos do PL obtiveram ampla vitória. O PL quase duplicou sua bancada, de 15 para 28 cadeiras, levando 19 dos postos em disputa neste domingo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.