Flávio Bolsonaro classificou a Operação Make Up da Polícia Federal como "interferência política" do ministro Flávio Dino. A investigação apura supostos desvios de emendas parlamentares destinadas à produção do filme Dark Horse, tendo como alvos o deputado federal Mário Frias e a produtora do longa. Em agenda de campanha em Roraima, Bolsonaro negou o uso de recursos públicos na obra e atribuiu a investida ao seu crescimento nas pesquisas eleitorais em relação ao presidente Lula.
Em agenda de campanha em Boa Vista-RR, Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Flávio Dino e classificou como "interferência política" a ação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira para rastrear emendas destinadas ao financiamento do filme Dark Horse.
Na declaração, dada à imprensa local, Bolsonaro questiona os fundamentos para a operação e alega que a motivação seria ele ter ultrapassado o atual presidente Lula (PT) nas pesquisas. "É uma interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino sobre as eleições."
O presidenciável declarou ainda que está tranquilo quanto a situação e que a produção do filme não envolveu dinheiro público. "Não há absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público. Podem revirar do avesso de cima para baixo, trás para frente, um lado pro outro, de ponta cabeça, que não vai ter nada", afirmou.
Bolsonaro aproveitou para acenar para os eleitores de Roraima. Afirmou que indicará, caso eleito, ao Supremo Tribunal Federal, um ministro que entenda as demandas do Estado de Roraima. Segundo ele, "burocracias e perseguições ideológicas" na área ambiental impedem o trabalho e o desenvolvimento do local.
A parte final de sua manifestação faz referência ao fato de que o próximo presidente eleito terá o poder de indicar ao STF ao menos quatro novos nomes ao longo da gestão.
A declaração de Flávio Bolsonaro foi dada após a realização da Operação Make Up pela Polícia Federal para investigar supostos desvios de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse.
A operação, autorizada por Flávio Dino, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal. Os principais alvos são o deputado federal Mário Fárias (PL-SP) e Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda, produtora do longa.