TSE diz que não houve hackeamento em filiação partidária de Flávio Bolsonaro ao Missão

13 ago 2026 - 14h45
(atualizado às 15h01)

A filiação do senador Flávio Bolsonaro ‌ao Missão que aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral e que está impedindo o registro de sua candidatura a presidente pelo PL, seu partido, não foi fruto de hackeamento, disse o TSE nesta quinta-feira em nota.

O tribunal informou que o que ocorreu foi "uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da ⁠legenda para efetivar filiações".

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"O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à ‌Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária", afirmou o TSE.

Segundo o tribunal, o PL protocolou pedido de desfiliação do Missão, ‌que já está sob análise.

Diante do fato, a campanha ‌de Flávio Bolsonaro está impedida de fazer o registro de sua candidatura ao ⁠Palácio do Planalto pelo PL.

"Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não porque Deus está no comando e a gente junto vai resgatar o nosso Brasil", disse Flávio na tarde desta quinta em vídeo no X.

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Uma fonte da campanha do senador ‌disse à Reuters que a filiação partidária equivocada foi constatada pela equipe jurídica da campanha ‌nos últimos dias. A fonte ⁠disse que a campanha ⁠está buscando resolver a situação ainda nesta quinta, quando Flávio pretende divulgar em live suas propostas ⁠de governo.

Uma certidão de filiação partidária do ‌senador vista pela Reuters na ‌tarde desta quinta-feira mostrava Flávio como filiado ao Missão e não ao PL.

Em nota, o Missão, que tem como presidenciável o empresário Renan Santos, disse que o partido foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta com o nome de ⁠Flávio Bolsonaro. Segundo o partido, ao notar a fraude, seu sistema tentou realizar o cancelamento no mesmo dia da filiação, o que foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

"O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que ‌os emails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", disse a nota do Missão.

O partido disse ainda que já está adotando todas as "providências cabíveis junto à Polícia Federal ⁠e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos".

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O Missão afirmou que "não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção".

O prazo limite para registro das candidaturas a presidente da República é no sábado, dia 15. Há poucos dias, Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice em sua chapa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, Renan Santos e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) já fizeram seus registros de candidatura, segundo registros do próprio TSE desta quinta. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é outro dos principais candidatos que ainda não fez o registro.

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