Em fala de mais de 40 minutos no STF, o ministro Flávio Dino apresentou questão de ordem no julgamento sobre Alexandre de Moraes. Dino questionou a legitimidade de Edson Fachin assumir a relatoria de André Mendonça e criticou o julgamento isolado de Moraes, apontando a falta de previsão para analisar dezenas de outros casos semelhantes na Justiça. Para ele, não há justificativa para julgar um caso de imediato e deixar os demais, inclusive o de Mendonça, sem datas definidas.
A questão de ordem aberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino no julgamento sobre Alexandre de Moraes passou de 40 minutos.
Depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, votar para manter a relatoria sobre Moraes e dar continuidade ao julgamento, Dino abriu uma questão de ordem. Ele questiona duas coisas: se é legítimo que o Fachin tenha assumido a relatoria de André Mendonça e se é legítimo julgar só Moraes e não ter previsão de quando vai julgar os outros citados.
"São dezenas de casos gravíssimos, em todas as funções essenciais à administração da Justiça, também no Ministério Público, também na advocacia. Então, a pergunta que ensejou a questão de ordem: por que um vai abrir o processo hoje, e os outros, um outro, que seria o ministro André (Mendonça), na próxima, e os outros, sabe Deus quando? Não tem data", disse Dino.