O Estadão e a Record firmaram uma parceria para a realização de debates eleitorais com os principais candidatos à Presidência da República e ao Governo de São Paulo. Esta será a segunda vez que os veículos de imprensa se unem na cobertura eleitoral.
Nas eleições municipais de 2024, as empresas se juntaram em uma parceria inédita para promover o debate de segundo turno entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL).
O debate deste ano com os principais postulantes ao Palácio do Planalto será no dia 27 de setembro, um domingo, às 21h, uma semana antes do primeiro turno. Caso a disputa avance para o segundo turno, como ocorreu no pleito de 2022, um novo encontro será realizado em 18 de outubro, no mesmo horário.
O debate entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes está marcado para 21 de setembro, às 13h25. Havendo segundo turno, os dois candidatos escolhidos pelos paulistas voltam a se enfrentar no dia 13 de outubro, às 13h20.
Além do debate para o governo paulista, que será em parceria com o Estadão, a Record organizará debates com candidatos aos governos de outros estados. No primeiro turno, os encontros acontecem de 21 a 25 de setembro. Já onde houver segundo turno, estão previstos novos debates entre os dias 12 e 16 de outubro.
"O debate público qualificado é insubstituível nas democracias. Ao reunir candidatos em um ambiente de confronto transparente de plataformas prestamos um serviço ao eleitor, que fica em melhores condições para decidir. A parceria entre o Estadão e a Rede Record amplia o alcance do cotejo de ideias dos candidatos no momento em que o Brasil mais precisa de clareza", diz Eurípedes Alcântara, diretor de Jornalismo do Grupo Estado.
Para Antonio Guerreiro, vice-presidente de Jornalismo, Esportes e Multiplataforma na RecordTV, R7.com, RecordNews e RecordPlus, a realização de debates é essencial para a democracia porque amplia o acesso do eleitor à informação de qualidade e ao confronto de ideias entre os candidatos.
"A parceria com o Estadão reforça esse compromisso, unindo duas marcas com tradição em jornalismo para oferecer ao público um conteúdo relevante, plural e consistente em um momento decisivo para o país", afirma.
Polarização deve marcar disputas
A disputa presidencial deste ano caminha para uma polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. Os dois aparecem em empate técnico nos levantamentos mais recentes dos principais institutos de pesquisa do País.
Nomes da direita correm por fora na tentativa de se viabilizar. É o caso dos ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) Renan Santos, que disputará pelo Missão, partido criado no ano passado.
Em São Paulo, as pesquisas também apontam para uma disputa polarizada entre o atual governador, Tarcísio de Freitas(Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad(PT), que já se enfrentaram nas eleições de 2022.
Como mostrou o Estadão, o pleito paulista caminha para ter um número baixo de candidatos, o que aumenta a chance de uma definição da disputa já no primeiro turno. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) deve decidir até junho se entrará na disputa ou se concorrerá à reeleição. O ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) também se coloca como pré-candidato.