Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede observadores para eleições de outubro

Senador usa informação negada pelo TSE sobre urnas eletrônicas

21 jul 2026 - 15h54
(atualizado às 16h10)

BRASÍLIA - O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem "a maior quantidade de observadores possíveis" para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

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"Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia", declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira, 21, em Brasília.

Senador e pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro teve encontro com embaixadores
Senador e pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro teve encontro com embaixadores
Foto: @flowpodcast via Youtube/Reprodução / Estadão

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: "Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010", disse. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: "São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. "Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países", falou.

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O senador afirmou que, se eleito, vai organizar a legislação envolvendo temas energéticos e que seu eventual governo não deixará de incentivar o uso de combustíveis fósseis.

"Vamos organizar todo esse conjunto de legislação que trata de energia e garantir que todas as tipos de energia, principalmente as limpas, sejam ainda mais potencializadas aqui no Brasil, mas também não abriremos mão da exploração de energia de origem fóssil", declarou.

Flávio voltou a defender segurança jurídica e a flexibilização de licenciamento ambiental, além de uma modernização legislativa para favorecer a construção de data centers no Brasil.

O senador também disse que o Brasil retomará as articulações para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne os países desenvolvidos. "Durante o governo Bolsonaro, trabalhávamos para que o Brasil entrasse para a OCDE. Vamos retomar esse caminho, para que o Brasil melhore seu grau de investimento e dê mais segurança e seja mais atrativo para investimentos internacionais", afirmou.

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