Em debate, Maneco Hassen e Giuseppe Riesgo divergem sobre PT, Bolsonaro e reconstrução do RS

Conversa foi marcada por divergências sobre desenvolvimento econômico, assistência social, reconstrução do Estado e o papel dos governos na condução dessas políticas

13 jul 2026 - 19h58

Os pré-candidatos a deputado estadual Maneco Hassen e Giuseppe Riesgo participaram, nesta segunda-feira (13), de um debate promovido pelo programa Raio X, no qual discutiram temas como economia, programas sociais, reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes e o cenário político nacional. Durante o encontro, ambos defenderam suas posições e trocaram críticas sobre a condução dos governos federal e estadual.

Foto: Porto Alegre 24 Horas / Porto Alegre 24 horas

Ao comentar a campanha eleitoral, Maneco Hassen afirmou que considera natural que candidatos apresentem à população as ações realizadas ao longo de suas trajetórias na vida pública. Em resposta às críticas de Giuseppe Riesgo sobre esse tipo de postura, o pré-candidato afirmou que a avaliação feita pelo adversário era superficial. "Todo candidato fala sobre as coisas que fez durante a campanha", declarou.

Publicidade

Maneco também defendeu a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Segundo ele, o chefe do Executivo federal esteve no Estado para prestar apoio às vítimas e colaborar com a reconstrução. O pré-candidato ainda criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que, durante seu governo, o salário mínimo não teve aumento real acima da inflação e destacando que o país registra atualmente baixos índices de desemprego.

Giuseppe Riesgo, por sua vez, afirmou que não é contrário ao Bolsa Família, mas defendeu que programas de transferência de renda devem ser instrumentos para que as pessoas deixem a situação de vulnerabilidade. "O melhor programa social que existe é o emprego", afirmou. O pré-candidato também criticou a falta de um plano de contenção de cheias após as enchentes de 2024, sustentando que o Estado precisa executar obras de prevenção com maior agilidade.

Na área econômica, Riesgo também direcionou críticas ao governo do PT. Segundo ele, embora haja anúncios de investimentos bilionários, o custo de vida continua elevado para a população. O pré-candidato argumentou que o Brasil tem perdido competitividade em relação a outros países da América Latina e atribuiu esse cenário ao que classificou como um modelo de gestão populista. O debate foi marcado por divergências sobre desenvolvimento econômico, assistência social, reconstrução do Estado e o papel dos governos na condução dessas políticas.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações