Eleições 2026: Lula encerra campanha em ato com quebra de protocolo na Avenida Paulista

24 out 2026 - 23h23
Resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua campanha à reeleição com um grande ato na Avenida Paulista, ao lado de Geraldo Alckmin e aliados. Diante de uma multidão que lotou 14 quarteirões, Lula quebrou o protocolo ao trocar o carro aberto por um trio elétrico para concluir o trajeto. Confiante na vitória contra Flávio Bolsonaro, a quem associou à milícia durante entrevista, o petista comparou a mobilização popular à de 1989 e celebrou o evento como o maior da história da avenida.

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou hoje seu último ato de campanha, em São Paulo. Ele desfilou em um carro aberto ao lado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), por pouco mais de duas horas pela Avenida Paulista.

Antes do ato, o presidente falou com a imprensa e voltou a atacar o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), associando-o à milícia criticando e o que considera ser políticas de "retrocesso" para o País. Lula também destacou que, em virtude da maciça participação popular em atos de rua, o atual pleito só tinha similaridade com a corrida presidencial de 1989. Na ocasião, Lula foi ao segundo turno, mas perdeu para o então governador de Alagoas Fernando Collor.

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"Nesse segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político. É uma coisa de pessoas que se preocupam com o País, de pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto", afirmou.

Apesar de boa parte das pesquisas de intenção de voto colocar Lula atrás ou em situação de empate técnico com Flávio, o petista disse que confiava na vitória.

O carro em que Lula desfilou deixou a Avenida Paulista na altura da esquina com a Alameda Campinas pouco depois das 16h. No meio do trajeto, Lula resolveu deixar o veículo em que estava por causa da dificuldade de avançar pela avenida, em virtude da grande concentração de apoiadores. Quebrando o protocolo previsto, Lula subiu ao trio elétrico que era destinado à imprensa, por onde ele seguiu até o final do ato, próximo ao cruzamento da Paulista com a Avenida da Consolação.

Todos os 14 quarteirões da Avenida Paulista, desde as imediações da estação Brigadeiro do metrô, estavam tomados por apoiadores. Nas redes sociais, a conta do petista no X publicou fotos do ato afirmando que a manifestação contou com "mais de 2 milhões" de pessoas. Pouco antes de trocar o veículo, Lula discursou brevemente e disse que era a maior manifestação da história da Avenida Paulista.

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Os apoiadores vestiam, em sua maioria, roupas vermelhas e adereços que remetiam ao apoio a Lula e ao PT. Parte do público também estava com camisetas amarelas da Seleção Brasileira. Ao longo do ato, diversos manifestantes também levantaram cartazes com palavras de apoio a Lula e críticas à família Bolsonaro e aos Estados Unidos.

Além de Alckmin, Lula estava acompanhado de sua esposa, Rosângela Silva, a Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, além de lideranças regionais ligadas ao PT.

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