Fachin dá 3 horas para TSE prestar informações sobre transporte de indígenas no 2º turno

24 out 2026 - 23h23
Resumo
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, deu três horas para o TSE prestar esclarecimentos sobre a exigência de autorização judicial prévia para o transporte de indígenas e quilombolas no segundo turno. A medida atende a um pedido da PGR, que teme a inviabilização do deslocamento desses eleitores após decisão de Nunes Marques, e solicita a restauração das determinações da Justiça Federal do Pará que obrigavam a União a assegurar a locomoção das comunidades tradicionais até os locais de votação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson

Fachin, deu prazo de três horas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prestar

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informações sobre a exigência de autorização prévia para o transporte de eleitores

indígenas no segundo turno, neste domingo, 25.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a suspensão de parte da decisão do

presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que exige aprovação do juiz eleitoral

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responsável para cada operação de transporte realizada por órgãos federais.

"Em razão do iminente risco de perda de objeto intimem-se, imediatamente, o Tribunal

Superior Eleitoral, para que preste informações em 3 (três) horas", determinou

Fachin em despacho deste sábado, 24, ao qual o Broadcast Político teve

acesso.

Após a resposta do TSE, o processo voltará a Fachin, que ainda não decidiu sobre o

pedido de suspensão.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que a exigência,

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estabelecida na sexta-feira, 23, pode inviabilizar o deslocamento de eleitores que

precisam viajar por horas ou dias até os locais de votação.

A PGR pede que voltem a produzir efeito as decisões da Justiça Federal no Pará que

determinaram à União garantir o transporte e aprovaram o plano apresentado pelo

governo federal. As medidas também foram estendidas a quilombolas e outras

comunidades tradicionais contempladas no plano.

A União apoiou o pedido e alegou insegurança jurídica para cumprir as determinações

judiciais. Também pediu que sejam reconhecidas como legítimas as ações realizadas em

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cumprimento às decisões da Justiça Federal e ao plano aprovado, até ser informada da

decisão do Supremo.

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