Na estreia do horário eleitoral para o governo de Pernambuco em 2026, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) adotaram estratégias distintas. A governadora focou em sua trajetória pessoal, superação e realizações do mandato sob o lema "Pernambuco voltou", defendendo a reeleição. Já Campos destacou sua gestão como prefeito do Recife, sua tradição partidária e a forte aliança com o presidente Lula, prometendo expandir suas ações e realizar o maior ciclo de obras da história do estado.
Na estreia do horário eleitoral gratuito na televisão nesta sexta-feira, os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco adotaram estratégias diferentes para falar ao eleitor. A atual governadora Raquel Lyra (PSD) personalizou a primeira peça, combinando referências à família, à trajetória pessoal e à relação construída com os pernambucanos durante os três anos e meio de mandato. Já João Campos (PSB) apostou na associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e utilizou os resultados de sua gestão como prefeito do Recife para apresentar-se como candidato capaz de levar a experiência da capital para todo o Estado.
Na maior parte dos pouco mais de quatro minutos de propaganda, a atual governadora está sozinha e falando diretamente para a câmera. Ela afirma que "mais importante do que a chegada é a caminhada" e destaca que percorreu diferentes regiões de Pernambuco, conversando com moradores e conhecendo de perto as dificuldades do Estado. A campanha também recuperou um momento de forte dimensão pessoal, ao lembrar que Raquel Lyra disputou as últimas eleições após um dos períodos mais difíceis de sua vida, quando o marido faleceu no dia da votação do primeiro turno de 2022.
Na sequência, Raquel apresentou um balanço do primeiro mandato e sustentou que recebeu um Estado em situação problemática. "A gente não pegou a casa arrumada", diz. A peça lista que a atual gestão retomou a geração de empregos, crescimento econômico, recuperou estradas e construiu creches e hospitais e, para isso, usa o slogan "Pernambuco voltou".
A partir desse balanço, a candidata apresentou a reeleição como uma consequência natural do trabalho já iniciado. Raquel afirmou estar "pronta para os próximos quatro anos" e prometeu continuar ações relacionadas à infraestrutura e à garantia de emprego e renda.
Já o ex-prefeito do Recife, João Campos, começou sua propaganda exaltando a identidade histórica de Pernambuco e usando o discurso de que o Estado teria "vocação" para liderar. Em seguida, vinculou sua trajetória à tradição política do PSB pernambucano e apresentou o legado de sua administração no Recife como principal credencial para disputar o governo estadual.
A estratégia, contudo, não se limita ao legado municipal e ainda explora de maneira explícita a associação de João com Lula. O presidente é apresentado como parceiro de um eventual governo do candidato, e a propaganda repete a ideia de que os dois, juntos, poderão conduzir um novo ciclo de desenvolvimento em Pernambuco.
"Peço o seu voto para o companheiro João Campos para ser o governador de Pernambuco. Vamos Juntos", diz Lula, ao que João responde que "está pronto" para a missão e que promete fazer "o maior ciclo de obras" da história do Estado. Em seguida, Campos lista uma série de obras prioritárias, com destaque para a construção de hospitais.