Eduardo Leite rechaça disputa ao Senado e diz que só deixa governo do RS para concorrer ao Planalto

Governador do Rio Grande do Sul publicou vídeo nas redes sociais em que se coloca como alternativa à polarização entre lula e bolsonarismo

24 mar 2026 - 20h08

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta terça-feira, 24, que só deixará o comando do Estado para concorrer à Presidência da República em 2026, abrindo mão de uma candidatura ao Senado.

Em vídeo publicado no Instagram, o gaúcho disse que a eleição presidencial é "a única eleição mais importante" do que a reeleição ao governo, conquistada em 2022, e declarou que está "oferecendo o seu nome para servir ao Brasil".

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"Eu só vou deixar o meu mandato se for para atender ao chamado, para a única eleição mais importante, a de presidente da República, que vai definir que Brasil, que sociedade e que política a gente vai ter daqui para frente", disse Leite.

Conforme informou o Estadão, interlocutores do presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmam que a definição do nome do partido para a corrida presidencial deve ser anunciada até o fim de março. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, desponta como favorito na avaliação interna da legenda.

O entendimento é de que Caiado tem um cenário eleitoral mais confortável em seu Estado, enquanto Leite enfrenta dificuldades para emplacar um sucessor no Rio Grande do Sul.

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

No vídeo, Leite se apresentou como nome capaz de reunir diferentes correntes políticas e romper com a dinâmica de polarização. "Eu sei que a gente pode fazer o Brasil despolarizar", afirmou. "O Brasil não precisa de falsos salvadores da pátria, ele precisa ser uma pátria de verdade para os seus filhos."

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O governador também destacou a trajetória na vida pública como credencial. Disse ter começado na política aos 19 anos e passado por todos os cargos do ciclo executivo, de vereador a governador, "sem nunca ter sido reprovado nas urnas desde a primeira eleição para um cargo executivo". Afirmou ainda não ter "nenhum risco de estar envolvido em qualquer caso que desonre a minha história".

Em entrevista ao Estadão, Leite já havia sustentado ser o nome mais independente entre os pré-candidatos do grupo e citou que, na campanha à reeleição, não aderiu à polarização e enfrentou oposição tanto de lulistas quanto de bolsonaristas. Ao comentar sobre Ratinho Júnior e Caiado, porém, disse que "a jornada da vida pública exigiu deles outros posicionamentos".

Ele disse ainda que governou "um Estado com alta polarização" e "enormes desafios nas contas públicas", e afirmou que as dificuldades enfrentadas no Rio Grande do Sul "em algum grau, se assemelham ao que o Brasil vai encontrar em 2027".

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