É falsa a informação que circula nas redes sociais de que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) teria afirmado que 30 dias de férias é um exagero e que 15 seriam suficientes. Não há registros da declaração, e a montagem com o logotipo da Jovem Pan News foi desmentida por sua assessoria. O plano de governo do candidato registrado no TSE não prevê redução do benefício, garantido pela CLT, propondo apenas diminuir o custo do trabalho para incentivar contratações formais sem a retirada de direitos.
O que estão compartilhando: que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria declarado que 30 dias de férias "é um exagero", e que 15 dias são mais do que o suficiente.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. Não há registro de que Flávio Bolsonaro tenha feito a declaração, classificada como "fake news notória" pela assessoria de sua campanha. O plano de governo do candidato fala em redução gradual do custo do trabalhador para as empresas, numa forma de incentivar as contratações formais, e afirma que isso será feito "sem retirar direitos" dos empregados.
Saiba mais: a alegação circula em postagem que compartilha um card com a imagem de Flávio Bolsonaro e, abaixo, o texto com a suposta frase atribuída a ele: "Flávio: trinta dias de férias é um exagero. Quinze dias é mais do que o suficiente". Acima, aparece o logotipo da Jovem Pan News. Mas a alegação é falsa. Não há qualquer registro de Flávio Bolsonaro tenha feito a declaração.
Procurada, a campanha do candidato do PL disse que a montagem é "grotesca" e propaga uma "fake news notória".
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No plano de governo de Flávio Bolsonaro, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não consta proposta de redução de férias do trabalhador.
Sobre o tema "trabalho e emprego", o documento expõe, na página 43, que "o custo de um trabalhador formal chega a cerca de duas vezes o salário que ele leva para casa". Isso, diz o texto, faz com que muitas empresas optem por contratar na informalidade, "e o informal é justamente quem fica sem carteira, sem FGTS e sem seguro-desemprego". O plano, então, propõe: "Vamos reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos, para que mais brasileiros tenham carteira assinada e a proteção que vem com ela".
O Art. 130 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante ao trabalhador o direito a 30 dias de férias a cada período de um ano de vigência do contrato de trabalho.