Dez ex-presidenciáveis que disputaram eleições para outros cargos perderam e só um foi eleito

Veja os números dos candidatos que já concorreram à presidência e disputavam outros cargos nessas eleições gerais pelo País

4 out 2026 - 22h29
(atualizado às 22h36)
Resumo
Nas Eleições de 2026, dez ex-candidatos à presidência disputaram outros cargos, mas quase todos foram derrotados. Nomes de peso como Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Ciro Gomes e Aécio Neves não conseguiram se eleger para governos estaduais ou para o Senado, repetindo o insucesso de Soraya Thronicke, Padre Kelmon, Garotinho e Heloísa Helena. A única exceção vitoriosa foi Luciana Genro (PSOL), que conseguiu ser reeleita para o cargo de deputada estadual no Rio Grande do Sul com ampla votação.

Nas Eleições Gerais de 2026, muitas figuras conhecidas retornaram para a disputa. Candidatos à presidência em eleições passadas, como Fernando Haddad (PT), Aécio Neves (PSDB), Ciro Gomes (PSDB), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (União Brasil), Padre Kelmon (PL), Garotinho (Republicanos). Soraya Thronicke (PSB), Cabo Daciolo (Mobiliza), Heloísa Helena (Rede) e Luciana Genro (PSOL) disputaram outros cargos neste domingo, dia 4 de outubro. Desses, apenas a última foi eleita.

Fernando Haddad (PT) concorreu para presidência em 2018, quando perdeu no segundo turno para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2026, disputou o governo de São Paulo e terminou com 36% dos votos válidos, perdendo para o atual governador, Tarcísio (Republicanos) que ficou com mais de 62%. A campanha do petista foi dentro do aguardado de acordo com as últimas pesquisas que sairam antes da eleição no domingo.

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Marina Silva do Rede foi candidata nas eleições presidenciais de 2010, 2014 e 2018. Simone Tebet do União Brasil participou da corrida presidencial em 2022. Elas também voltaram para as disputas em 2026 como apostas para o Senado de São Paulo do atual presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Elas terminaram a disputa com 18% e 19%, respectivamente. As duas ficaram de fora do Senado, perdendo para Guilherme Derrite (PP) e André do Padro (PL). Um resultado abaixo do esperado pelas pesquisas eleitorais.

Soraya Thronicke, que disputou a presidência em 2022, também não obteve um bom resultado na disputa pelo Senado de Mato Grosso do Sul neste ano. Teve apenas 13% dos votos e terminou em 4º lugar na disputa.

Ciro Gomes, que participou das corridas para presidente em 4 eleições anteriores, disputou o governo do estado do Ceará e terminou derrotado ainda no primeiro turno para Elmano de Freitas (PT). Já Aécio Neves do PSDB, candidato à presidente em 2014 concorreu ao Senado por Minas Gerais e atingiu pouco mais de 4% dos votos, ficando apenas em 7º lugar na disputa.

Candidato à presidência em 2002, Garotinho voltou em 2026 para concorrer ao governo do estado do Rio de Janeiro. Ele teve o registro da sua candidatura indeferido pelo TRE/RJ devido à condenação de Garotinho por improbidade administrativa. Os votos recebidos (apenas 3,17%) estão anulados sob judice, ficando de fora da contagem de votos válidos.

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Em 2022, Padre Kelmon disputou as eleições presidenciais depois que Roberto Jefferson do PTB teve sua candidatura negada por unanimidade pelo TSE pela Lei da Ficha Limpa. Agora, em 2026, Padre Kelmon volta concorrer como deputado federal pelo Estado de São Paulo, dessa vez pelo PL e obteve 19.068 votos.

Em 2006, Heloísa Helena disputou a corrida presencial representando o PSOL. Vinte anos depois, nas eleições de 2026, ela concorrreu ao cargo de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro. Dessa vez, representando o Rede. Nesta última corrida, terminou com 16.962 votos e fica de fora da Câmara de Deputados.

A única ex-presidenciável que teve vitória na eleição de 2026 foi Luciana Genro do PSOL, sendo reeleita como deputada estadual no Rio Grande com 127.601 votos. Luciana foi candidata à presidência em 2024 e naquele ano, terminou a disputa em 4º lugar no primeiro turno.

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