Datafolha: pesquisa mostra que 59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro

Ex-presidente cumpre prisão em casa desde 27 de março, quando o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou que ele deixasse a cela da Papudinha após problemas de saúde

12 abr 2026 - 15h32
(atualizado às 15h36)

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em casa em vez de voltar à prisão. Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para a prisão somam 37%, enquanto 5% não souberam responder.

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Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para a prisão somam 37%, diz pesquisa. FOTO: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO
Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para a prisão somam 37%, diz pesquisa. FOTO: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO
Foto: WILTON JUNIOR/ ESTADÃO / Estadão

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que ele voltasse para casa de forma temporária, por 90 dias. Depois desse período, Moraes poderá prorrogar o benefício ou determinar que o ex-presidente volte para a Papudinha.

O total dos que dizem que Bolsonaro deveria permanecer em casa é de 61% entre quem tem mais de 60 anos e chega a 81% entre empresários. Já quem defende que o ex-presidente cumpra pena na prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.

Entre as pessoas que se classificam como de centro, 53% são a favor da domiciliar e 41% pela volta à Papudinha. Entre os mais bolsonaristas, 94% defendem a prisão domiciliar e 3% não o fazem. Já entre os petistas, 28% preferem o ex-presidente em casa e 68% querem a volta da prisão.

Entre os que pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 30% defendem a prisão domiciliar e 66% querem a volta à prisão. Dos eleitores declarados de Flávio Bolsonaro (PL), 93% são a favor de que o ex-presidente cumpra a pena em casa e somente 5% afirmam que ele deve voltar para a Papudinha.

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O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do Brasil entre 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

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