CPI do Tráfico de Pessoas pede quebra de sigilo e audiência com juiz

Suspeita de intermediar adoções internacionais por meio de ONG em SP e juiz da BA são os alvos da CPI

8 mai 2013 - 12h59
(atualizado às 13h04)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga o tráfico de pessoas no Brasil aprovou na terça-feira dois requerimentos para apurar casos em São Paulo e na Bahia. Um deles é a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de Helena Maria Curvello Sarhan, suspeita de intermediar adoções internacionais por meio da ONG Limiar, em São Paulo, segundo a Agência Câmara.

De acordo com o deputado Fernando Francischini (PEN-PR), vice-presidente da CPI, Helena Sarhan age da mesma forma que Audelino de Souza, o Lino, fazia no Paraná. “Os dois trabalham do mesmo jeito na ONG: intermediando adoções e recebendo quantias vultosas de dinheiro em troca dessas intermediações”, denunciou ele.

Publicidade

O outro requerimento aprovado é para a realização de uma audiência pública com o juiz Luiz Roberto de Cappio, afastado pelo Tribunal de Justiça da Bahia depois de anular uma sentença em que cinco filhos foram tirados da mãe. O juiz revelou em entrevista a uma emissora de TV local que existe uma associação criminosa que trafica pessoas na região. Na ocasião, os cinco filhos de Silvânia Mota Silva foram retirados de casa na cidade de Monte Santo (BA) e a guarda provisória deles foi concedida a quatro famílias do interior de São Paulo, de um dia para o outro, segundo as investigações.

"Os processos de adoção conduzidos pelo juiz Vítor Bizerra são totalmente irregulares, atípicos. São atrocidades contra famílias pobres, que não têm condição de ter um advogado, e que por isso merecem uma revisão. E quem tinha que estar sendo afastado agora era o senhor Vítor Bizerra", afirmou o deputado Francischini.

Fonte: Terra
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações