CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo usado por Zettel para comprar resort

Requerimento de quebra do sigilo fiscal e bancário do Arleen foi apresentado pelo senador Sérgio Moro

19 mar 2026 - 07h48
(atualizado às 08h00)
Toffoli seguiu visitando o resort mesmo após a venda do Tayayá em 2025
Toffoli seguiu visitando o resort mesmo após a venda do Tayayá em 2025
Foto: Divulgação/Tayayá / Estadão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quebrou o sigilo do fundo Arleen, usado para a compra do resort Tayayá de Dias Toffoli e de seus familiares.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o Arleen tinha como único cotista outro fundo, o Leal, que por sua vez tinha, de 2021 a 2025, como único cotista Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Publicidade

Documentos obtidos pela reportagem mostraram que foi com esse fundo que o pastor passou a ser sócio do resort Tayayá, por meio de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, os familiares de Toffoli apareciam como administradores do empreendimento por meio da Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio.

O requerimento de quebra do sigilo fiscal e bancário do Arleen foi apresentado pelo senador Sérgio Moro.

A revelação dos negócios de Toffoli com o fundo Arleen no resort foi o que motivou a retirada do ministro da relatoria do caso Master. Após sua saída, negociada com os demais ministros da Corte, o caso foi assumido por André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e Zettel.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se