O PSDB deve ingressar na Justiça para reivindicar o mandato do deputado estadual Professor Valdir Bonatto, que deixou o partido e se filiou ao PSD fora do período da janela partidária. O presidente da legenda, Moisés Barboza, sustenta que a troca de sigla ocorreu sem carta de anuência, o que caracterizaria infidelidade partidária. Com isso, os tucanos pretendem requerer a cadeira na Assembleia Legislativa para manter a representação da Federação PSDB/Cidadania, o que pode resultar na posse da ex-deputada Zilá Breitenbach (PSDB).
A movimentação de Bonatto, considerada uma das principais lideranças tucanas no Estado, chamou a atenção nos bastidores da Assembleia Legislativa. Apesar de o deputado alegar justa causa para a mudança, aliados do PSDB afirmam que não há documentos que autorizem a migração sem perda de mandato. O primeiro suplente da Federação, o vereador Jessé Sangali, deixou a aliança e atualmente exerce mandato pelo PL, o que reforça a articulação do partido para buscar judicialmente a vaga.
O contexto político em Viamão também pesou na decisão de Bonatto. O município é atualmente comandado por um grupo ligado ao ex-pupilo do parlamentar, Rafael Bortoletti, o que, segundo interlocutores, dificultou sua permanência no PSDB. Mesmo assim, integrantes da base tucana classificam a mudança como infidelidade partidária e avaliam que o caso deve provocar discussões na Justiça Eleitoral nas próximas semanas.
Apesar das controvérsias, a Justiça Eleitoral certificou que a filiação de Valdir Bonatto ao PSD está regular. Conforme o Sistema de Filiação Partidária (FILIA), o deputado está oficialmente filiado ao partido em Viamão desde 21 de janeiro de 2026. Bonatto afirma que a decisão foi tomada para preservar um projeto coletivo para o município, destacando que a mudança de legenda não representa ruptura com princípios, mas a busca por sustentação política para enfrentar as eleições suplementares de abril e o pleito regular de outubro de 2026.