Cláudio Castro diz que não irá depor à CPI do Crime Organizado por 'lombalgia aguda'

O ex-governador do Rio de Janeiro já faltou em três reuniões da CPI

13 abr 2026 - 20h47

Cláudio Castro (PL), o ex-governador do Rio de Janeiro informou que não irá depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. Ele deveria comparecer na sessão desta terça-feira, 14, em Brasília, mas faltará por apresentar "dores intensas na região lombar".

"O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira, com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar, o que motivou orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento. Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da CPI do Crime Organizado, prevista para terça-feira, em Brasília", diz a nota do ex-governador publicada pelo G1.

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Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro no dia 23 de março
Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro no dia 23 de março
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A convocação de Castro foi aprovada pela CPI no dia 31 de maio. Há um entendimento formado no Supremo Tribunal Federal (STF) de que governadores não podem ser convocados. Com a renúncia de Castro ao cargo no dia 23 de março, o cenário mudou e os parlamentares aprovaram sua oitiva e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).

Castro renunciou um dia antes do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o condenou e o tornou inelegível até 2030. De acordo com a acusação, órgãos estaduais, como a Ceperj e a Uerj, teriam sido usados para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares, destinados a beneficiar aliados políticos e impulsionar a reeleição d o ex-governador em 2022.

Para, o relator da CPI e autor do requerimento, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o depoimento de Castro proporcionaria "um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado".

"Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país", diz Vieira no requerimento. "Diante da magnitude e da sofisticação dessas estruturas, o enfrentamento do crime organizado transcende a mera atuação repressiva nas ruas, exigindo uma compreensão sistêmica de como essas máfias lavam seus ativos ilícitos e de como conseguem se infiltrar nos Poderes Constituídos", completa.

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Essa não é a primeira vez que Castro não comparece às reuniões da Comissão. A CPI chegou a agendar três oitivas com o ex-governador do Rio entre fevereiro e março. Ele faltou às três tentativas alegando incompatibilidade de agenda. O Estadão tenta contato com o ex-governador.

Esta é a última semana de funcionamento da CPI, instalada em novembro do ano passado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar o prazo da comissão.

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