A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta segunda-feira, 27, que o governo dos Estados Unidos discutiu uma linha de sucessão caso o presidente Donald Trump e toda a cúpula do governo morressem, dias antes do atentado contra o líder americano no sábado, 25, quando um homem armado foi detido com a intenção de cometer um assassinato político.
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Foi discutida a figura do "sobrevivente designado". O termo refere-se a um membro do Gabinete do presidente especificamente identificado para não comparecer a um evento importante, como o discurso sobre o Estado da União, e permanecer em um local não revelado para garantir a continuidade do governo caso uma catástrofe mate o presidente e outros altos funcionários.
“Essas conversas antes do jantar da WHCA (Associação de Correspondentes da Casa Branca, na sigla em inglês) realmente ocorreram, mas havia vários membros do Gabinete na linha de sucessão que não compareceram por diversas razões pessoais. Portanto, designar um sobrevivente não foi necessário, já que tínhamos vários membros que já não estavam presentes”, disse Leavitt.
Ao lado de Trump, estavam presentes no jantar em que ocorreu o atentado o vice-presidente JD Vance, o presidente da Câmara Mike Johnson, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth — todos na linha de sucessão.
Uma exceção foi o senador republicano Chuck Grassley, de Iowa, que é o presidente pro tempore do Senado. Grassley é eleito pelos pares para presidir a câmara alta na ausência do vice-presidente e ocupa o terceiro lugar na linha de sucessão presidencial dos EUA.
Denúncia apresentada
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta segunda-feira, 27, a denúncia contra o professor Cole Tomas Allen, de 31 anos, acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump no sábado, 25. Se condenado, ele pode pegar prisão perpétua.
De acordo com os investigadores, uma nota atribuída ao réu expressa forte hostilidade contra o governo e o presidente. No texto, autoridades aparecem como “alvos”, listados do mais alto ao mais baixo escalão.