Camilo: Alcolumbre disse que não vai votar PEC da Segurança se mantiver discussão de maioridade

20 out 2026 - 17h58
Resumo
Segundo o senador Camilo Santana, Davi Alcolumbre não votará a PEC da Segurança se a discussão sobre a redução da maioridade penal continuar. O governo propõe a idade de 16 anos para crimes hediondos, enquanto a oposição defende 14 para hediondos e 16 no geral. Santana também reforçou o desafio de Lula para que Flávio Bolsonaro quebre seus sigilos, exibindo a autorização de Fábio Luís Lula da Silva para a abertura dos seus, enquanto o senador do PL continua se esquivando da proposta.

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pretende colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública em votação enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal continuar.

Camilo disse que, "se eles bolsonaristas querem discutir a redução da maioridade penal, nós também queremos". O senador e líder do PT no Senado é autor de uma emenda à PEC da segurança pública justamente para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, mas apenas nos casos de crimes hediondos. A oposição bolsonarista pressiona para aprovar uma redução para 14 anos nos casos de crimes hediondos e 16 anos no geral.

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Camilo voltou a dizer que o desafio para que Flávio Bolsonaro (PL) abra seu sigilo telefônico, fiscal e bancário continua aberto. Ele mostrou a autorização de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente conhecido como Lulinha, para a quebra de seu sigilo. Fábio Luís é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, suspeito de tráfico de influência.

Segundo o senador, "Flávio tem que abrir o sigilo e dizer que não tem nada a temer". Flávio Bolsonaro, até agora, demonstrou que não tem intenção em aceitar a sugestão de Lula para abrir seus sigilos e de sua família.

O desafio proposto por Lula foi feito durante o debate da Band no último domingo, 18. Flávio Bolsonaro, ao ser desafiado, se esquivou. Disse que Lula teria recebido dinheiro "por fora" e indicou que essa quebra não seria válida por isso. Não disse, porém, nem que aceitaria disponibilizar as informações nem que não.

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