O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais na manhã desta sexta-feira, 13, para comunicar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está a caminho do hospital, com "calafrios e vômitos".
"Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonar está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave", escreveu Flávio no X (antigo Twitter).
Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez…
Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante.
Peço orações para que não seja nada grave.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 13, 2026
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) também confirmou a informação em suas redes sociais. "Recebo essa informação com preocupação e oração. Bolsonaro é um homem que já enfrentou muitas batalhas pela vida e pelo Brasil, e tenho fé de que mais uma vez superará esse momento", escreveu.
Acabo de receber a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro foi encaminhado ao hospital novamente.
Recebo essa informação com preocupação e oração. Bolsonaro é um homem que já enfrentou muitas batalhas pela vida e pelo Brasil, e tenho fé de que mais uma vez superará esse…
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) March 13, 2026
Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Pedido de prisão domiciliar
No dia 5 de março a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente na prisão. A defesa de Bolsonaro havia solicitado sua transferência para a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.
No requerimento da defesa, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um "quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais", que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.
O relator do processo, ministro do STF Alexandre de Moraes, sustentou que a prisão "atende integralmente às necessidades do condenado". O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental".
O magistrado especificou ainda que a Papudinha possui a estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. "Com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos."
Em seu voto a favor de manter Bolsonaro na prisão, Moraes reforçou que o ex-presidente só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.