Bolsonaro vai para o hospital com calafrios e vômitos, diz Flávio

O ex-presidente está detido na Papudinha onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado

13 mar 2026 - 08h31
(atualizado às 08h42)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais na manhã desta sexta-feira, 13, para comunicar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está a caminho do hospital, com "calafrios e vômitos".

Jair Bolsonaro está a caminho do hospital segundo informações de Flávio Bolsonaro e Sóstenes Cavalcante
Jair Bolsonaro está a caminho do hospital segundo informações de Flávio Bolsonaro e Sóstenes Cavalcante
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonar está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave", escreveu Flávio no X (antigo Twitter).

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O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) também confirmou a informação em suas redes sociais. "Recebo essa informação com preocupação e oração. Bolsonaro é um homem que já enfrentou muitas batalhas pela vida e pelo Brasil, e tenho fé de que mais uma vez superará esse momento", escreveu.

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Pedido de prisão domiciliar

No dia 5 de março a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente na prisão. A defesa de Bolsonaro havia solicitado sua transferência para a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.

No requerimento da defesa, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um "quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais", que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.

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O relator do processo, ministro do STF Alexandre de Moraes, sustentou que a prisão "atende integralmente às necessidades do condenado". O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental".

O magistrado especificou ainda que a Papudinha possui a estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. "Com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos."

Em seu voto a favor de manter Bolsonaro na prisão, Moraes reforçou que o ex-presidente só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.

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