Bahia terá de mudar o chip para atrair empresas após reforma tributária, diz ACM Neto

20 ago 2026 - 11h40

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira, 20, que o Estado terá de "mudar o chip" na política de atração de empresas diante da redução dos incentivos fiscais estaduais prevista na transição da reforma tributária. Para ele, infraestrutura, logística, segurança jurídica e agilidade nos processos de licenciamento terão de ganhar peso na estratégia para atrair investimentos.

"Os Estados não vão ter mais margem para trabalhar com a política de incentivos fiscais exclusivos estaduais. Isso significa que vai ser preciso mudar a mentalidade para atrair empresas e para fazer da Bahia um Estado diferenciado em relação ao fomento de negócios", afirmou durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde, em Salvador.

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O candidato do União Brasil afirmou que o modelo de industrialização do interior baiano, sobretudo no fim dos anos 1990 e nos anos 2000, foi "fundamentalmente calçado na política de incentivos fiscais". "Isso não vai poder mais acontecer. A gente tem que mudar o chip", disse. Pelas regras da reforma, o ICMS será reduzido gradualmente entre 2029 e 2032 e extinto em 2033, quando o novo sistema tributário entrará integralmente em vigor.

Concessões e aeroporto no Litoral Norte

O candidato também defendeu ampliar concessões e parcerias com a iniciativa privada e citou a possibilidade de um aeroporto no Litoral Norte. "É possível a gente pensar num aeroporto no Litoral Norte do Estado para aumentar a atividade econômica daquela região, que certamente a concessão ao privado seria uma boa solução", afirmou.

ACM Neto também citou os aeroportos de Valença e Porto Seguro ao defender maior integração aeroportuária no Estado e o uso de concessões privadas para ampliar a infraestrutura do setor.

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