Aliados de Pacheco veem indicação ao STF como 'página virada' e 'governo de MG ou nada'

Senador era preferido por Alcolumbre para cadeira na Corte; parlamentar mineiro tem evitado cravar que será candidato e diz publicamente que precisa conversar com lideranças de Minas e partidos políticos para ter um cenário sobre suas chances de se eleger

30 abr 2026 - 10h50

BRASÍLIA - Aliados do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) minimizam a possibilidade de o parlamentar ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o nome de Jorge Messias ser rejeitado nesta quarta-feira, 29, pelo Senado. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, Pacheco hoje considera que uma indicação à Corte é "página virada" e o foco neste momento é a disputa pelo governo de Minas Gerais, sendo isso "ou nada".

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O senador, no entanto, tem evitado cravar que será candidato e diz publicamente que precisa conversar com lideranças mineiras e partidos políticos para ter um cenário sobre suas chances de se eleger. Caso Pacheco entre no pleito, ele deve contar com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas quer garantir que também terá alianças políticas fortes para aumentar a estrutura de campanha.

Rodrigo Pacheco cumprimentou Jorge Messias em sabatina na CCJ do Senado
Rodrigo Pacheco cumprimentou Jorge Messias em sabatina na CCJ do Senado
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Com a derrota de Messias, senadores avaliaram que o único nome que teria força para ser aprovado a uma vaga na Corte seria Pacheco, pela proximidade com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e bom trânsito com os colegas. Aliados de Pacheco consideram, porém, que a escolha acabará nas mãos do presidente eleito em outubro, o que empurrará a decisão para 2027.

Nesta semana, senadores de oposição defenderam que Lula se abstenha do direito de indicar um ministro para a Corte, sob o argumento de que a eleição presidencial está próxima. Já o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Lula tem o direito constitucional de enviar outro nome ao Senado.

Alcolumbre defendia Pacheco

Pacheco foi o epicentro da derrota imposta a Messias e ao governo. O senador do PSB era defendido por Alcolumbre e pelos senadores para a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Sem ter o pedido atendido, Alcolumbre passou a dificultar a votação de Messias. Havia 132 que um indicado ao STF não era derrotado pelo Senado.

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