O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu reformas no Judiciário e na política para garantir segurança jurídica e atrair investimentos ao país. Ele sugeriu mandatos para ministros de tribunais superiores, regras éticas mais rígidas e maior celeridade processual. Alckmin também propôs a redução de partidos e o fim dos fundos eleitoral e partidário, afirmando que a chapa governista tem mais condições de avançar com essas mudanças do que a oposição, devido às alianças políticas do adversário.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira, 9, em entrevista à rádio TMC, que, após a promulgação da reforma tributária, o Brasil ainda depende de uma reforma do Judiciário. "Precisamos ter outras reformas. Reforma do Judiciário, para ter segurança jurídica. Isso ajuda também a trazer investimento. Tem que ter mandato para ministro do Supremo e outros tribunais. Tem que ter código de ética, na questão de parentes que possam advogar. Precisa ter celeridade na Justiça", detalhou o também candidato à vice na chapa do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alckmin também defendeu a aprovação de uma reforma política, como redução dos partidos e fim dos fundos partidário e eleitoral.
Ele avaliou ainda que, com o apoio dos partidos do Centrão, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, terá dificuldades para lidar com esse tema.
"Acho difícil que o nosso adversário, com todo o apoio do Centrão, vá mexer em emenda, fundo partidário e fundo eleitoral. Então acho que nós temos mais condições de fazer essas mudanças que a sociedade precisa", disse o vice-presidente.