Tudo o que se sabe sobre o caso do cavalo que teve as patas cortadas em Bananal

Polícia investiga possível crime ambiental; suspeito disse que estava alcoolizado

20 ago 2025 - 00h27
(atualizado em 21/8/2025 às 14h25)

Nos últimos dias, viralizou nas redes sociais um vídeo que mostra um rapaz cortando com um facão as patas de um cavalo que estava no chão, imóvel. A cena, ocorrida na cidade paulista de Bananal no último sábado, 16, gerou muita revolta. A polícia investiga o caso. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de até um ano de prisão por maus-tratos a animais.

Celebridades como Ana Castela e Paolla Oliveira usaram as redes sociais para manifestar revolta com o caso. A ativista do Direito dos animais Luisa Mell também denunciou a violência.

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A polícia ficou sabendo?

Sim, a conduta chegou ao conhecimento da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Civil. Equipes de veterinários tentam descobrir se, quando teve as patas decepadas, o cavalo estava vivo ou morto.

A perícia já foi feita?

Uma médica veterinária avaliou o animal na terça-feira, 19, mas, devido à posição em que o corpo do cavalo está, não foi possível tirar conclusões. Outra equipe de perícia deve ir ao local nesta quarta-feira, 20.

Que tipo de punição o rapaz pode sofrer?

A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de até um ano de prisão por maus-tratos a animais. Se o animal morrer, a pena pode ser aumentada em até um terço -- seria no máximo de um ano e quatro meses de prisão, portanto.

O que o rapaz disse?

Em entrevista à TV Vanguarda, nesta terça-feira, Andrey disse que estava alcoolizado na hora da mutilação, e se disse arrependido. "Não foi uma decisão, foi um ato de transtorno (cortar as patas do cavalo). Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida. É culpa minha. Eu reconheço os meus erros", afirmou.

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"Muitas pessoas falaram que eu cortei as quatro e com ele andando. Isso é uma crítica contra mim. Estão me acusando de um ato que eu não fiz. Muitas pessoas estão me julgando e falando que eu sou um monstro. Eu sou nascido e criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro", continuou. "Estou totalmente arrependido, me sinto arrependido dessa crueldade que eu fiz", concluiu.

Qual foi o posicionamento da Prefeitura de Bananal?

Em nota, a Prefeitura de Bananal afirmou que tomou conhecimento e encaminhou o caso à Delegacia de Polícia e Polícia Ambiental para apuração dos fatos, identificação e punição dos responsáveis.

"A Prefeitura repudia qualquer ato de crueldade contra os animais e reforça seu compromisso em zelar pelo bem-estar de todos, trabalhando em conjunto com os órgãos competentes para que casos como este não fiquem impunes", afirma.

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