A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante um homem de 36 anos por apropriação indébita majorada no Recife. Ele contratou R$ 288,9 mil em crédito para comprar um veículo em garantia, mas desviou os fundos via Pix para contas próprias e de terceiros após falha na transferência. No apartamento do suspeito, em Paulista, foram apreendidos notebooks, maquinetas e centenas de cartões, levantando a suspeita de que o local funcionava como central de estelionatos eletrônicos.
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante, nesta quarta-feira, 16 de setembro, um homem de 36 anos, suspeito de apropriação indébita majorada.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia do Ipsep, após investigação iniciada a partir de uma notícia-crime apresentada por uma instituição financeira do Recife.
De acordo com as investigações, coordenadas pelo delegado Bruno de Ugalde, o homem havia contratado junto à cooperativa uma cédula de crédito bancário no valor de R$ 288.917,00 para a aquisição de um veículo, que seria dado como garantia à instituição.
Após uma falha no processo de transferência, ele teria movimentado e resgatado os valores, realizando transferências via pix para contas próprias e de terceiros.
Segundo a apuração policial, o dinheiro não foi restituído à vítima nem utilizado para a finalidade prevista no contrato. Diante da informação de que o suspeito tentaria desfazer o negócio junto à concessionária, os policiais realizaram uma abordagem na agência do Recife.
Durante a abordagem, o homem apresentou versões contraditórias sobre o destino dos recursos. As diligências realizadas posteriormente confirmaram a impossibilidade de ressarcimento integral do valor à instituição financeira.
As investigações avançaram até um apartamento localizado no bairro do Janga, em Paulista, onde o suspeito residia. Diante da fundada suspeita de flagrante, os policiais ingressaram no imóvel e encontraram diversas maquinetas de cartão de crédito, centenas de cartões e três notebooks.
O material apreendido levantou a suspeita de que o apartamento pudesse estar sendo utilizado como uma espécie de central para a prática de estelionatos eletrônicos.
O conteúdo encontrado será analisado no decorrer das investigações para esclarecer a possível participação do homem em outros crimes.
O suspeito foi conduzido à Delegacia do Ipsep, onde foi autuado em flagrante pelo crime de apropriação indébita majorada, previsto no artigo 168, § 1º, inciso I, do Código Penal. Após os procedimentos legais, ele foi recolhido e ficou à disposição da Justiça.