PMPE pune sargentos que atuaram como motoristas particulares de Deolane Bezerra

Atividade irregular foi alvo de sindicância administrativa disciplinar, que também apontou o uso indevido da arma de fogo da corporação

16 set 2026 - 14h35
Influenciadora Deolane Bezerra chega à sede da Policia Civil em São Paulo, após ser presa por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC
Influenciadora Deolane Bezerra chega à sede da Policia Civil em São Paulo, após ser presa por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Dois policiais militares de Pernambuco foram punidos com detenção por atuarem como motoristas particulares da influenciadora Deolane Bezerra, presa desde maio passado no âmbito de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao núcleo financeiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A apuração interna contra os militares consta em relatório de sindicância administrativa disciplinar, que apurou o exercício de atividade irregular de segurança privada cometida por dois sargentos da Polícia Militar e do Batalhão de Polícia Rodoviária de Pernambuco. O caso foi divulgado inicialmente pelo jornalista Raphael Guerra, do Jornal do Commercio, e confirmado pelo Terra

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A atuação irregular dos militares veio à tona após a prisão de Deolane no Recife (PE), em 4 setembro de 2024, com a deflagração da Operação 'Integration'. Na ocasião, o 2º sargento Eduardo de Miranda Mendes, do 19º Batalhão da PMPE, e o 3º sargento Willney Bezerra Matias de Silva foram conduzidos pela Polícia Civil e confirmaram a atuação como motoristas da influenciadora. 

A sindicância apontou, ainda, que a dupla atuava portando armas de fogo enquanto faziam o deslocamento da Deolane em diferentes cidades pernambucanas e em horários variados. 

Aos investigadores do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) do Recife, o PM Eduardo afirmou que foi convidado pelo marido de uma prima da influenciadora a 'dar um apoio'. O convite, segundo o militar, foi aceito com o intuito de 'fazer networking'. 

A justificativa foi repetida por Willney, visando promoções futuras na corporação, alegou. A dupla também afirmou ter feito o trabalho 'voluntariamente', sem receber qualquer tipo de pagamento, e portando a arma de fogo da Polícia Militar durante os deslocamentos. 

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Em decisão assinada pelo coronel Cláudio Ricardo Lopes, subcomandante-geral da PMPE, os militares foram punidos com detenção. A justificativa se deu pelo fato de que os militares estariam armados durante o acompanhamento a Deolane. 

Lopes afirmou, ainda, que não é necessário remuneração para que seja caracterizado o exercício irregular de segurança privada, dado o fato de que a atividade, além de ferir a dedicação integral, também 'compromete a imagem da Corporação'. 

O uso da arma de fogo da corporação também configurou 'uso de bem público fora das finalidades institucionais', apontou o subcomandante-geral. Na decisão, Eduardo acabou punido com 25 dias de detenção, enquanto Willney recebeu pena de 30 dias. A dupla pode recorrer da sentença. 

MP aponta Deolane como integrante do núcleo financeiro do PCC e pede manutenção da prisão
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Fonte: Portal Terra
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