PM reage a tentativa de assalto em SP e mata por engano homem que saía do trabalho

Guilherme Ferreira não tinha relação com o crime. Policial foi preso e liberado após pagar fiança

7 jul 2025 - 11h13
(atualizado às 11h57)
Resumo
Policial militar em SP confundiu homem inocente com assaltante e o matou por engano; PM foi preso, mas liberado após pagar fiança.
Guilherme morreu após ser baleado por Policial Militar que o confundiu com assaltante
Guilherme morreu após ser baleado por Policial Militar que o confundiu com assaltante
Foto: Reprodução/Redes sociais

Um policial militar foi preso em flagrante na noite de sexta-feira, 4, após matar por engano, com um tiro na cabeça, um homem que saía do trabalho em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

O policial teria confundido Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, com um dos envolvidos em uma tentativa de assalto contra ele. O rapaz não tinha envolvimento com o crime, segundo informações da TV Globo.

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O PM pilotava uma moto na região de Parelheiros quando foi abordado por suspeitos armados, que tentaram levar o veículo. O policial reagiu com disparos de arma de fogo, que atingiram Guilherme e uma mulher. Não há informações sobre o estado de saúde nem a identidade dela.

Três motos foram apreendidas e outro homem, que trabalha na mesma empresa que Guilherme, foi detido, mas liberado após prestar depoimento.

Testemunhas e colegas de trabalho afirmaram que o rapaz saiu do trabalho por volta das 22h28, e o crime aconteceu às 22h35. Guilherme foi atingido enquanto corria em direção a um ponto de ônibus. O jovem chegou a publicar uma foto nas redes sociais mostrando o ponto eletrônico na hora em que saía do serviço, em uma marcenaria.

Guilherme publicou nas redes sociais foto do ponto eletrônico ao sair do trabalho, antes de morrer
Foto: Reprodução

Segundo a TV Globo, ele havia se casado recentemente e havia voltado de férias há dois dias. A família se indignou com o caso e cobrou justiça.

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Com ele, foram encontrados uma mochila com a carteira, celular, remédios, um livro, marmita e talheres, além de itens de higiene e a roupa de trabalho. Não havia nenhuma arma de fogo, e ele também não possuía antecedentes criminais. A polícia entendeu que não havia nenhum envolvimento dele no crime, e que ele foi uma vítima no caso.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o policial foi afastado do serviço operacional. "As investigações do caso seguem em andamento pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e são acompanhadas pela PM. O agente, de 35 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo, na noite de sexta-feira, 4, pagou fiança estabelecida nos termos do artigo 322 do Código de Processo Penal (CPP)", diz a secretaria.

Fonte: Redação Terra
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