Operação mira grupo suspeito de movimentar R$ 7,5 milhões com tráfico em Caruaru

Polícia Civil cumpre oito mandados em quatro estados; investigação aponta uso de terceiros e divisão de valores para ocultar a origem dos recursos.

16 set 2026 - 15h04
(atualizado às 15h22)
Resumo
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Checkpoint contra um grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,5 milhões. Com base em Caruaru e estrutura hierarquizada, o esquema usava contas de terceiros para ocultar recursos. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens em Pernambuco, Paraíba, Sergipe e São Paulo, resultando na apreensão de uma arma e dinheiro em espécie. A investigação busca mapear o destino final do patrimônio ilícito.

Um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é alvo da Operação Checkpoint, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na manhã desta quarta-feira, 16 de setembro. A investigação aponta que os envolvidos teriam movimentado aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Foram apreendidos um revólver e dinheiro em espécie.
Foram apreendidos um revólver e dinheiro em espécie.
Foto: Divulgação/PCPE / Portal de Prefeitura

A ação tem como foco uma organização com atuação em Caruaru, no Agreste, e alcança endereços em quatro estados. São oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.

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As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. Os endereços ficam em Caruaru e Cupira, em Pernambuco, João Pessoa, na Paraíba, Aracaju, em Sergipe, e na cidade de São Paulo.

Investigação aponta divisão de funções

As apurações começaram em dezembro de 2023. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura hierarquizada, com tarefas distribuídas entre lideranças, gerentes e operadores financeiros.

Os investigadores identificaram movimentações em contas bancárias, transferências entre integrantes e uso de terceiros. Também foi apontada a pulverização de valores, ou seja, a divisão do dinheiro em diferentes movimentações.

A suspeita é de que esses mecanismos fossem utilizados para dificultar a identificação da origem dos recursos, do caminho percorrido pelas quantias e de seus destinatários.

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Uma das frentes da investigação busca esclarecer como o dinheiro supostamente obtido com o tráfico era movimentado e incorporado ao patrimônio dos investigados.

Arma e dinheiro foram apreendidos

Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver e dinheiro em espécie. O valor recolhido não foi informado no balanço divulgado.

Os R$ 7,5 milhões correspondem à movimentação financeira investigada. Não foi detalhado quanto havia sido efetivamente bloqueado nas contas dos suspeitos ou o valor dos bens alcançados pelas decisões judiciais.

Ação tem apoio de outros estados

A operação é conduzida pelo delegado Francisco Souto Maior, titular da 20ª Delegacia de Polícia de Homicídios, integrante da 3ª Divisão de Homicídios do Agreste.

O trabalho conta com suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e apoio operacional das polícias civis da Paraíba, de Sergipe e de São Paulo.

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Até as informações consultadas, não havia confirmação de prisões. A corporação informou que outros detalhes seriam apresentados posteriormente.

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