Mulher é morta a facadas em discussão por R$ 10; suspeito foi preso após ser agredido por populares

Após o crime, o homem fugiu mas foi perseguido e alcançado pela população antes de ser detido; Polícia Civil apura a motivação e possível enquadramento como feminicídio.

8 set 2026 - 09h03
(atualizado às 09h11)
Resumo
Uma mulher foi morta a facadas no sábado (5), em Santa Inês (MA). O suspeito fugiu, mas foi agredido por populares e preso pela polícia. Em versão preliminar, ele alegou que o ataque ocorreu após uma discussão por R$ 10. A Polícia Civil investiga a real motivação do crime, apurando se o homicídio tem relação com o tráfico de drogas ou se pode ser enquadrado como feminicídio, caso seja confirmado algum vínculo afetivo entre os dois. A identidade da vítima não foi divulgada.

Uma mulher foi morta a facadas na noite do sábado, 5 de setembro, na Rua Evaristo da Veiga, no bairro Sabbak, em Santa Inês, no Maranhão. Um homem apontado como suspeito do crime foi preso pouco depois.

Suspeito foi agredido e imobilizado por populares.
Suspeito foi agredido e imobilizado por populares.
Foto: Reprodução/TV Mirante / Portal de Prefeitura

Segundo informações preliminares, o investigado alegou à polícia que o ataque ocorreu após uma discussão envolvendo R$ 10. Essa versão ainda não foi confirmada e será analisada durante a investigação.

Publicidade

A identidade e a idade da vítima não haviam sido divulgadas até a última atualização. Também não foram informados detalhes sobre o número de ferimentos ou sobre quem acionou as equipes de emergência.

Suspeito foi perseguido por populares

Após o crime, o homem fugiu em direção à região do mercado público de Santa Inês. Ele foi perseguido e alcançado por pessoas que estavam nas proximidades.

O suspeito passou a ser agredido pelo grupo antes da chegada da polícia. Os agentes interromperam as agressões e efetuaram a prisão.

Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do homem nem sobre a necessidade de atendimento médico. Ele deverá ser ouvido formalmente para apresentar sua versão sobre o ocorrido.

Publicidade

A polícia também deverá colher depoimentos de testemunhas, procurar imagens de câmeras de segurança e reunir outros elementos que ajudem a esclarecer a sequência dos acontecimentos.

Polícia investiga possível feminicídio

Uma das linhas de investigação busca identificar se a vítima e o suspeito mantinham ou haviam mantido algum tipo de relacionamento afetivo. Essa informação será considerada para definir se o homicídio pode ser enquadrado como feminicídio.

O feminicídio ocorre quando uma mulher é morta por razões relacionadas à condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação.

Até o momento, a relação entre a vítima e o investigado não foi confirmada oficialmente. Por isso, o caso ainda está sendo tratado como um homicídio sob investigação.

Publicidade

A alegação de que o crime teria sido provocado por uma discussão envolvendo R$ 10 partiu do próprio suspeito e não deve ser considerada a motivação definitiva antes da conclusão das apurações.

Possível relação com drogas também é apurada

A polícia também investiga se o crime pode ter alguma relação com o consumo ou o tráfico de drogas. O homicídio aconteceu em uma área localizada a aproximadamente 200 metros do terminal rodoviário da cidade.

As autoridades deverão avaliar as informações colhidas na região e verificar se a vítima ou o suspeito possuíam alguma ligação com atividades criminosas no local.

Até a última atualização, não havia informação sobre a participação de outras pessoas. O resultado das diligências e dos exames periciais deverá orientar a definição das circunstâncias e da motivação do assassinato.

Publicidade

Como denunciar violência contra a mulher

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados gratuitamente pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia. O canal oferece acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias.

Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. A denúncia também pode ser realizada por familiares, vizinhos ou testemunhas.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações