Irmã de Deolane sai em defesa da influenciadora após prisão: "Perseguições que se repetem"

A advogada Daniele Bezerra se manifestou após a prisão da irmã, a influenciadora Deolane Bezerra, durante uma operação conduzida pelo MPSP e a Polícia Civil de São Paulo.

21 mai 2026 - 09h48
(atualizado às 09h54)

A advogada Daniele Bezerra se manifestou nesta quinta-feira, 21 de maio, após a prisão da irmã, a influenciadora Deolane Bezerra, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou em mandados de prisão, buscas e bloqueios milionários de bens e contas bancárias.

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Em publicações feitas nas redes sociais, Daniele afirmou que a irmã vem sendo alvo de perseguição e criticou o que chamou de julgamento antecipado por parte da opinião pública.

"A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar", escreveu.

A advogada afirmou ainda que acusações precisam ser comprovadas antes de qualquer condenação pública e questionou a exposição envolvendo o nome da influenciadora.

Segundo Daniele, o caso estaria sendo tratado de maneira desproporcional antes mesmo da conclusão das investigações.

"Espetacularização"

Nos stories publicados no Instagram, a irmã de Deolane declarou que o sistema de Justiça não pode ser utilizado como forma de pressão ou espetáculo midiático.

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"Primeiro destroem a imagem da pessoa para depois buscar provas", afirmou.

Ela também reforçou que prisão preventiva não deveria ser utilizada como ferramenta de "vingança social" ou marketing.

O posicionamento aconteceu poucas horas após a confirmação da prisão de Deolane na chamada Operação Vérnix, que mira movimentações financeiras atribuídas a integrantes e operadores ligados à facção criminosa.

Daniele Bezerra Stories Instagram.
Daniele Bezerra Stories Instagram.
Foto: Portal de Prefeitura

Depósitos suspeitos

Segundo os investigadores, Deolane teria recebido depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

Os relatórios apontam movimentações superiores a R$ 1 milhão realizadas em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como "smurfing", utilizada para tentar dificultar rastreamentos financeiros.

A investigação também cita duas empresas ligadas à influenciadora que teriam recebido cerca de R$ 716 mil de uma companhia apresentada como instituição de crédito.

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Os investigadores afirmam que o responsável formal pela empresa possui renda incompatível com os valores movimentados.

Bloqueio de bens

Como parte das medidas autorizadas pela Justiça, foram determinados:

  • bloqueio de R$ 27 milhões vinculados a Deolane;
  • apreensão de veículos;
  • bloqueios financeiros que, somados, ultrapassam R$ 357 milhões entre os investigados.

A operação também tem como alvo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.

Presa em 2024

Esta não é a primeira vez que Deolane enfrenta investigação relacionada a movimentações financeiras.

Em setembro de 2024, ela chegou a ser presa durante a Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Na ocasião, a influenciadora chegou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas voltou ao presídio após descumprimento de medidas cautelares antes de ser liberada posteriormente.

Até o momento, a defesa de Deolane afirma que as acusações ainda precisam ser comprovadas oficialmente no decorrer do processo judicial.

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