Donald Trump declara que não se posicionou nas eleições brasileiras a pedido de Lula

O presidente norte-americano criticou o processo eleitoral brasileiro sem apresentar provas, mas confirmou que conversará com o chefe do Executivo

29 out 2026 - 17h48
Resumo
Donald Trump afirmou ter mantido neutralidade nas eleições do Brasil a pedido do presidente Lula, mas evitou reconhecer a vitória das urnas e classificou o pleito como "vergonhoso", sem apresentar provas de fraudes. As declarações do republicano contrariam o Tribunal Superior Eleitoral, que atestou a legitimidade do processo. Em meio a esse cenário, a diplomacia brasileira prepara reuniões com autoridades dos EUA, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro monitoram a situação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que optou por não tomar partido durante o processo eleitoral no Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Joe Raedle/Getty Images / Perfil Brasil

Questionado por jornalistas sobre o resultado das urnas e sobre o reconhecimento formal da vitória do candidato eleito, o chefe do Executivo norte-americano evitou confirmar a aceitação direta e afirmou que não pretendia comentar a questão naquele momento.

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Apesar de indicar que conversará em breve com o mandatário brasileiro, o líder republicano criticou a condução do pleito e o classificou como vergonhoso, sem apresentar qualquer evidência que fundamentasse suas alegações de irregularidade.

As declarações de Donald Trump sobre o cenário brasileiro

A postura de neutralidade pública adotada pelo governante rompe com o histórico de manifestações diretas da Casa Branca em disputas políticas pela América Latina.

Ao detalhar sua conduta ao longo da campanha presidencial no país sul-americano, o presidente norte-americano reforçou que decidiu não interferir no andamento das votações após um apelo vindo de Brasília.

"Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil... bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil".

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Contraponto oficial do TSE e desdobramentos diplomáticos

As declarações sem comprovação de fraude feitas pelo chefe de Estado contrastam diretamente com a validação oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que atestou a lisura e a normalidade da disputa que consagrou a vitória das urnas. Paralelamente, o ambiente político em Washington também enfrenta momentos de incerteza, já que o próprio presidente norte-americano questionou a aceitação dos resultados das eleições legislativas de seu país, condicionando seu respeito à integridade dos processos. Na esfera diplomática, representantes do Ministério das Relações Exteriores, chefiado por Mauro Vieira, preparam encontros estratégicos com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, enquanto aliados do senador Flávio Bolsonaro acompanham os impactos da viagem autorizada do parlamentar ao território estadunidense.

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