Um aluno de uma academia agrediu o gerente do estabelecimento e destruiu espelhos e outros objetos em uma academia na Rua Oscar Freire, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 7. O caso é investigado pela Polícia Civil. Segundo testemunhas, ele teria ido cobrar uma dívida de um professor que trabalha no local.
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Segundo informações da TV Globo, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o aluno partiu para cima do gerente e começou a quebrar espelhos usando pesos. Outros alunos saíram correndo e ele chegou a arremessar um notebook contra uma funcionária.
Um outro vídeo que circula nas redes sociais, feito por uma funcionária, mostra o homem alterado exigindo o pagamento, atirando objetos contra as pessoas e gritando com o gerente da academia, que não reage.
O gerente informou à emissora que o aluno estava no local para cobrar R$ 1.300 que havia emprestado a um personal trainer que trabalha na academia. A identidade do agressor não foi divulgada e ele não teria sido preso até o momento.
Em entrevista ao Brasil Urgente, o gerente informou que o personal teria pedido ao aluno um adiantamento do pagamento das aulas de outubro para custear tratamentos médicos. O aluno, por sua vez, segundo o gerente, alega que o personal pegou o dinheiro, mas começou a faltar às aulas, e que ele teria ido à academia para pedir o ressarcimento dos valores. Mas, conforme Rubens, o professor estava faltando às aulas por estar passando por problemas de saúde.
“E aí, ele (aluno) se achou no direito de cobrar da academia, porque, como a gente tem vínculo com os personais — eles têm contratos —, acham que a responsabilidade acaba sendo nossa também”, disse o gerente.
De acordo com o gerente, os prejuízos com os danos, incluindo aparelhos e estruturas danificadas, além do período de inatividade da academia, podem chegar a R$ 50 mil. “A gente está esperando um orçamento final. Mas, até esse momento, a gente não tem exatidão ainda sobre os números”, disse à TV.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), uma das vítimas registrou um boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica. O caso foi registrado como lesão corporal e dano e encaminhado ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), responsável pela investigação.
A Polícia Civil expediu uma requisição para a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). As vítimas também foram orientadas sobre o prazo legal para apresentar representação criminal contra o suspeito.
A SSP-SP não informou as circunstâncias das agressões nem a extensão dos danos provocados no estabelecimento.
Em nota publicada nas redes sociais, a Voi Fit afirma que não participou, não intermediou e não tinha conhecimento de eventual relação financeira de natureza particular envolvendo o aluno mencionado na reportagem e o profissional relacionado aos fatos.
(*Com informações do Estadão)