Nova rebelião em presídio do AM deixa quatro mortos

Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, abriga detentos transferidos após chacina.

8 jan 2017 - 11h02
(atualizado às 11h13)
Rebelião em Manaus começou a partir de uma guerra interna entre duas facções, a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Rebelião em Manaus começou a partir de uma guerra interna entre duas facções, a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foto: Getty Images

Quatro pessoas foram mortas durante uma rebelião na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, na madrugada deste domingo (08/01), informou o governo do Amazonas.

Segundo o secretário de Administração Penitenciária do estado, Pedro Florêncio, o motim começou por volta das 5h (horário de Brasília) e a situação está sob controle.

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Equipes do Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas. Familiares que iniciaram um tumulto em frente ao presídio em busca de informações sobre os detentos foram dispersados com spray de pimenta pelo batalhão de choque.

A penitenciária recebeu ao longo da semana detentos transferidos do Complexo Penitenciário Anísio Teixeira (Compaj), também em Manaus, depois da chacina que resultou na morte de 56 presos.

Na tarde de sexta-feira, houve tumulto na unidade, com presos reclamando sobre a estrutura deteriorada do local. No mesmo dia, 33 presos foram assassinados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), na zona rural de Boa Vista.

O governo de Roraima vai refazer o pedido de envio da Força Nacional para o estado nesta segunda-feira. Um pedido de ajuda federal foi feito em novembro do ano passado depois da morte de dez detentos no presídio, mas o requerimento foi negado pelo Ministério da Justiça.

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as seccionais do Amazonas e de Roraima anunciaram que vão acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Estado brasileiro em resposta aos dois massacres. As ONGs Anistia Internacional e Human Rights Watch acusaram as autoridades responsáveis pelo sistema carcerário brasileiro de negligência.

KG/ABr/ots

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