Lula vs. Lula: onde o petista teve desempenho pior nos votos em relação a 2022

No Sudeste, que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, as maiores perdas foram em Minas Gerais e São Paulo.

4 out 2026 - 23h23
(atualizado em 5/10/2026 às 00h43)
Resumo
No primeiro turno de 2026, Lula perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades federativas em comparação a 2022, avançando apenas no Amapá e no Distrito Federal. O recuo foi generalizado, atingindo todas as regiões e seus redutos tradicionais no Nordeste. A maior retração ocorreu em Goiás, com queda de 8,46 pontos percentuais, seguida por perdas expressivas em Tocantins, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, além de reduções no eleitorado de São Paulo e demais estados do Sul e Centro-Oeste.
A primeira-dama do Brasil, Rosângela Janja da Silva, enxuga a cabeça do presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva durante uma caminhada de campanha pelo centro do Rio de Janeiro, Brasil, em 2 de outubro de 2026.
A primeira-dama do Brasil, Rosângela Janja da Silva, enxuga a cabeça do presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva durante uma caminhada de campanha pelo centro do Rio de Janeiro, Brasil, em 2 de outubro de 2026.
Foto: AFP via Getty Image / BBC News Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação no primeiro turno das eleições de 2026, em relação à primeira volta de 2022, segundo os resultados parciais do TSE, com 99,74% das seções totalizadas no Brasil.

As únicas exceções foram Amapá e Distrito Federal, onde o petista teve participação maior entre as duas eleições.

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Goiás foi o Estado onde Lula teve maior perda de participação entre as duas eleições, passando de 39,51% para 31,06% dos votos válidos, queda de 8,46 pontos percentuais.

No Nordeste, reduto eleitoral histórico do PT, Lula perdeu participação em todos os Estados.

As maiores perdas foram no Maranhão (de 68,84% para 63,91%, queda de 4,94 pontos percentuais), Bahia (de 69,73% para 66,04%, queda de 3,68 pontos) e Piauí (de 74,25% para 70,95%, queda de 3,30 pontos).

No Sudeste, que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, as maiores perdas foram em Minas Gerais e São Paulo.

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Em Minas, Lula passou de 48,29% para 43,25%, queda de 5,04 pontos percentuais, com 99,51% das seções totalizadas. Em São Paulo, passou de 40,89% para 38,20%, queda de 2,69 pontos, com 99,99% apurado. Mas Espírito Santo e Rio de Janeiro também registraram participação menor para o petista.

No Sul, Lula perdeu participação em todos os Estados: Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. As quedas foram de 6,56, 4,79 e 4,49 pontos percentuais, respectivamente.

No Centro-Oeste, além de Goiás, ele também perdeu participação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As quedas foram de 5,21 e 4,36 pontos percentuais

Na região Norte, as maiores perdas foram em Tocantins (de 50,40% para 43,42%, queda de 6,97 pontos percentuais), Rondônia (de 28,98% para 25,89%, queda de 3,09 pontos) e Pará (de 52,22% para 49,84%, queda de 2,37 pontos).

A comparação considera o primeiro turno das duas eleições. Os resultados de 2022 estão completos, enquanto os de 2026 ainda são parciais em parte dos Estados.

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Quanto Lula perdeu de participação nos votos em cada Estado:

Acre: 28,73% em 2026, ante 29,26% em 2022, queda de 0,53 ponto percentual. Apuração: 100%;

Alagoas: 54,72% em 2026, ante 56,50% em 2022, queda de 1,78 ponto percentual. Apuração: 99,80%;

Amapá: 45,71% em 2026, ante 45,67% em 2022, alta de 0,04 ponto percentual. Apuração: 100%;

Amazonas: 48,01% em 2026, ante 49,58% em 2022, queda de 1,57 ponto percentual. Apuração: 99,34%;

Bahia: 66,04% em 2026, ante 69,73% em 2022, queda de 3,68 pontos percentuais. Apuração: 98,57%;

Ceará: 63,19% em 2026, ante 65,91% em 2022, queda de 2,72 pontos percentuais. Apuração: 99,15%;

Distrito Federal: 38,11% em 2026, ante 36,85% em 2022, alta de 1,26 ponto percentual. Apuração: 100%;

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Espírito Santo: 37,76% em 2026, ante 40,40% em 2022, queda de 2,64 pontos percentuais. Apuração: 100%;

Goiás: 31,06% em 2026, ante 39,51% em 2022, queda de 8,46 pontos percentuais. Apuração: 99,99%;

Maranhão: 63,91% em 2026, ante 68,84% em 2022, queda de 4,94 pontos percentuais. Apuração: 99,55%.

Mato Grosso: 29,18% em 2026, ante 34,39% em 2022, queda de 5,21 pontos percentuais. Apuração: 100%;

Mato Grosso do Sul: 34,68% em 2026, ante 39,04% em 2022, queda de 4,36 pontos percentuais. Apuração: 100%;

Minas Gerais: 43,25% em 2026, ante 48,29% em 2022, queda de 5,04 pontos percentuais. Apuração: 99,51%;

Pará: 49,84% em 2026, ante 52,22% em 2022, queda de 2,37 pontos percentuais. Apuração: 99,69%;

Paraíba: 61,31% em 2026, ante 64,21% em 2022, queda de 2,90 pontos percentuais. Apuração: 99,95%;

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Paraná: 31,20% em 2026, ante 35,99% em 2022, queda de 4,79 pontos percentuais. Apuração: 99,99%;

Pernambuco: 63,41% em 2026, ante 65,27% em 2022, queda de 1,85 ponto percentual. Apuração: 99,78%;

Piauí: 70,95% em 2026, ante 74,25% em 2022, queda de 3,30 pontos percentuais. Apuração: 99,64%;

Rio de Janeiro: 39,42% em 2026, ante 40,68% em 2022, queda de 1,27 ponto percentual. Apuração: 99,99%;

Rio Grande do Norte: 59,74% em 2026, ante 62,98% em 2022, queda de 3,24 pontos percentuais. Apuração: 99,82%;

Rio Grande do Sul: 35,73% em 2026, ante 42,28% em 2022, queda de 6,56 pontos percentuais. Apuração: 100%;

Rondônia: 25,89% em 2026, ante 28,98% em 2022, queda de 3,09 pontos percentuais. Apuração: 100%;

Roraima: 22,86% em 2026, ante 23,05% em 2022, queda de 0,19 ponto percentual. Apuração: 100%;

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Santa Catarina: 25,04% em 2026, ante 29,54% em 2022, queda de 4,49 pontos percentuais. Apuração: 100%;

São Paulo: 38,20% em 2026, ante 40,89% em 2022, queda de 2,69 pontos percentuais. Apuração: 99,99%;

Sergipe: 62,75% em 2026, ante 63,82% em 2022, queda de 1,08 ponto percentual. Apuração: 100%;

Tocantins: 43,42% em 2026, ante 50,40% em 2022, queda de 6,97 pontos percentuais. Apuração: 100%.

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