Lula critica foco de Trump em poder militar e defende prioridade ao combate à fome

Petista lamentou atuação da ONU na prevenção de guerras

4 mar 2026 - 17h24
(atualizado às 17h31)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lamentou nesta quarta-feira (4) que seu homólogo americano, Donald Trump, esteja priorizando o fortalecimento militar em detrimento do combate à fome.

Petista lamentou atuação da ONU na prevenção de guerras
Petista lamentou atuação da ONU na prevenção de guerras
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi feita durante a abertura da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Brasília.

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"Vocês acham normal o presidente Trump, todo dia, ficar dizendo: 'eu tenho o maior navio do mundo e o maior Exército do mundo'? Por que ele não fala: 'eu tenho a maior capacidade de produção de alimentos do mundo'? Por que ele não fala? Não seria muito mais simples? E não soaria melhor aos nossos ouvidos?", questionou o líder brasileiro.

Em seu discurso, Lula elogiou o papel da FAO em sua política global de combate à fome e, ao mesmo tempo, lamentou a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) na prevenção de guerras, sem mencionar explicitamente o conflito no Oriente Médio iniciado no último sábado (28).

O presidente também sugeriu que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se reunissem para tentar pôr fim, ou ao menos desacelerar, os conflitos em curso, citando a guerra entre Rússia e Ucrânia.

"Quero começar minha fala fazendo um apelo aos presidentes responsáveis pelo Conselho de Segurança, como membros permanentes da ONU. São cinco: França, Reino Unido, Rússia, China e Estados Unidos. Seria melhor que esses senhores se preocupassem com a questão da fome neste momento, em vez de discutirem, como ocorre atualmente na Europa, o fortalecimento do armamento dos países", declarou.

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Diversos integrantes do governo brasileiro participaram da cerimônia, como o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Em seus discursos, tanto Lula quanto o chanceler destacaram o compromisso do Brasil de não desenvolver armas nucleares e de assegurar que a América Latina permaneça uma região de paz. .

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