Lula considera tratamento dos EUA com tarifas 'inaceitável'

Brasil buscará novos parceiros, destacou presidente

3 jun 2026 - 13h10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (3) ter sido surpreendido com a proposta de taxação a produtos brasileiros feita pelos Estados Unidos e que buscará "novos parceiros" se for necessário.

    "A nossa luta é para que esse país não seja tratado como uma republiqueta insignificante. Nós somos grandes, temos história e não aceitaremos o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana", frisou Lula durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto.

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    "Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O que vocês precisam saber é que o Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país soberano", acrescentou o chefe de Estado, anunciando que pretende enviar uma nova carta a seu homólogo Donald Trump.

    Lula disse ainda que "escreverá quantos artigos precisar na imprensa americana e mundial para mostrar que os EUA estão errados".

    A reação do presidente brasileiro, que em maio teve uma "ótima" reunião bilateral com Trump, ocorre após Washington ameaçar a nação sul-americana com tarifas de 25% sobre determinadas mercadorias após concluir uma investigação comercial.

    A decisão do governo Trump teve como base a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e citou o sistema de pagamento brasileiro Pix, o combate à corrupção e o desmatamento ilegal entre as justificativas para a aplicação da taxação.

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    De acordo com o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (Ustr), o Banco Central do Brasil favorece o Pix em detrimento de provedores americanos, ao mesmo tempo em que Brasília falha em medidas para acabar com a corrupção e com o desmatamento ilegal.

    O governo Lula tem até 1º de julho para as responder às acusações, sendo que a audiência pública sobre o caso ocorrerá em 6 de julho. O prazo legal para a adoção da tarifa é 15 de julho deste ano. .

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