Bactéria presente em lote de água mineral Crystal é a mesma encontrada nos produtos Ypê

Anvisa determinou o recolhimento de lote de água mineral Crystal de 500ml

3 jun 2026 - 12h09
Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal
Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal
Foto: Reprodução

A bactéria identificada em um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal é a mesma que também foi detectada em análises de alguns produtos da Ypê este ano. Trata-se da Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que motivou a interdição e o recolhimento de um lote da bebida após testes laboratoriais confirmarem sua presença.

Um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.

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Riscos à saúde

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente e, em pessoas saudáveis, raramente causa problemas. No entanto, ela pode representar riscos importantes para indivíduos com o sistema imunológico comprometido, pacientes hospitalizados, diabéticos e pessoas submetidas a procedimentos invasivos.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista Celso Ferreira Ramos Filho afirmou que trata-se de uma bactéria de grande resistência a antibióticos.

“Agora, excepcionalmente, ela causa doenças de forma espontânea. Ela vai causar doenças dentro de um hospital, em uma pessoa com traqueostomia, com respirador, com cateter venoso”, completou.

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O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.

De acordo com a fabricante, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. As unidades foram distribuídas no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

O que os consumidores devem fazer?

A recomendação é que os consumidores verifiquem se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/01/2026 e com validade até 20/01/2027. Caso encontrem o produto, a orientação é não consumi-lo e acompanhar os comunicados oficiais da empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso.

De acordo com as informações encaminhadas pela fabricante à Anvisa, o recolhimento começou imediatamente após a identificação do problema.

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"A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026, com data de validade em 20/01/2027, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 km de Brasília. Além do recolhimento, a medida impede a venda, a distribuição e o uso das unidades desse lote", diz um trecho do texto da agência.

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