O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou nesta terça-feira (28) o decreto que promulga o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
Com a assinatura do petista, o pacto entre os blocos começará a vigorar de forma provisória a partir de 1º de maio, quando as regras serão implementadas gradualmente, permitindo que alguns setores econômicos se adaptem.
"O acordo veio em um momento importante, porque fortalece a ideia consagrada do multilateralismo. Quando o acordo vem dos colonizadores para os colonizados, ele avança com mais rapidez. Mas, quando os colonizados levantam a cabeça e dizem que têm direitos, as coisas se tornam mais difíceis", afirmou Lula, acrescentando que o tratado foi fechado "a ferro, suor e sangue".
O mandatário brasileiro também mencionou as tarifas impostas por seu homólogo americano, Donald Trump, e destacou que o país buscou novos parceiros em vez de "ficar chorando o leite derramado".
"O Brasil não é uma republiqueta, é um grande país. Se o Brasil aprender a se respeitar, irá negociar em igualdade de condições com qualquer país do mundo", comentou.
O acordo comercial entre a UE e o Mercosul estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global e mais de 700 milhões de consumidores. Além disso, prevê a redução gradual de tarifas de importação sobre produtos industriais e agropecuários.
O pacto, que começou a ser negociado em 1999, tem como objetivo fortalecer a integração econômica entre os dois blocos, promovendo o comércio, o investimento e a cooperação. .