Uma nova atualização da "lista suja" do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira, 6, inclui 169 novos empregadores. A nova versão da relação é composta por 613 nomes, que incluem a montadora BYD e o cantor Amado Batista.
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A BYD aparece nesta edição da lista com 163 trabalhadores no polo industrial de Camaçari (BA). Já Batista tem dois sítios em Goianópolis (GO) na relação, somando 14 trabalhadores. O Terra tenta contato com a montadora e com o artista para comentar a inclusão na lista. O espaço segue aberto para manifestação.
Na atualização anterior do Cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, divulgada em outubro de 2025 pelo Ministério do Trabalho (MTE), 159 novos nomes haviam sido incluídos. De acordo com o MTE, o objetivo é dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate à essa prática, considerada crime no Código Penal.
Publicada a cada seis meses, a "lista suja" inclui nomes somente após a conclusão de processos administrativos, nos quais são assegurados aos autuados o contraditório e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos. Além das novas inclusões, a atualização de abril de 2026 exclui 225 empregadores que completaram o período.
Os estados que concentram o maior número de empregadores incluídos nesta atualização foram:
- Minas Gerais (35);
- São Paulo (20);
- Bahia (17);
- Paraíba (17);
- Pernambuco (13).
Denúncias
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).