O ministro André Mendonça, do STF, determinou a investigação sob sigilo do senador Flávio Bolsonaro por suposta corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento do filme Dark Horse pelo Banco Master. O senador teria solicitado R$ 134 milhões ao banqueiro Vorcaro para a obra, mas nega irregularidades. Paralelamente, a PF apura desvios de emendas parlamentares ligados à produção, tendo como alvo o deputado Mário Frias. O caso ainda envolve delação homologada do operador financeiro do banco.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a investigação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master.
A determinação de Mendonça é de 22 de julho e tornou-se pública com o fim do sigilo de parte do caso Master, determinado nesta quinta-feira (10/9) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. O inquérito referente a Bolsonaro, no entanto, permanece em sigilo.
Flávio nega qualquer irregularidade sobre o financiamento do filme sobre seu pai, e já disse, em sabatina ao Jornal Nacional, que o tema está "mais que esclarecido" e é um "livro fechado, ressignificado e na prateleira".
Nesta quinta, a Polícia Federal deflagrou uma operação relacionada ao longa, por decisão do ministro Flávio Dino, em outra investigação sobre o acaso, que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Os alvos foram o deputado estadual Mário Frias, roteirista e produtor executivo do filme, e Karina Ferreira da Gama, dona de um instituto ligado a projetos sociais que teria recebido emendas de Frias e também da GoUp Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem.
O gabinete de André Mendonça foi procurado pela reportagem para comentar a manutenção do sigilo da investigação sobre Flávio Bolsonaro, mas não se manifestou até o momento.
Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria pedido a Vorcaro US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, para financiar a produção do filme. O banqueiro, que está preso desde novembro de 2025, é suspeito de fraudar R$ 12 bilhões do sistema financeiro.
Em agosto, Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechou acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do Caso Master.
Mineiro é dono da Entre Investimentos e Participações e apontado como principal operador financeiro de Vorcaro.