O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que criará um Ministério da Segurança Pública exclusivo se for eleito, visando integrar forças estaduais e municipais. A declaração ocorreu após reunião com o ministro de Segurança de El Salvador, país cuja rígida política serviu de inspiração. A criação da mesma pasta também é defendida pelo presidente Lula, que pretende viabilizá-la após a aprovação da PEC da Segurança em tramitação no Congresso.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, disse neste domingo que pretende criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo se for eleito presidente em outubro.
"Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e também com as polícias municipais", disse a jornalistas, após encontro com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador.
O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, reeleito com uma esmagadora maioria em 2024, adotou uma política de segurança duríssima em seu governo, muitas vezes criticada por ativistas dos direitos humanos.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que o encontro deste domingo com Villatoro foi "inspirador".
"Foi uma reunião que nos inspirou bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz e firme para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos, como faz o atual governo", disse Flávio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, já anunciou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A ideia de Lula era fazer isso após a aprovação da chamada PEC da Segurança, apelido da proposta de emenda à Constituição que está em análise no Congresso.
Lula já havia feito a mesma promessa na campanha presidencial de 2022, mas acabou não implementando a proposta até o momento.
Atualmente a área da segurança pública está alocada no Ministério da Justiça e Segurança Pública.