Em reunião com o ministro da Justiça de El Salvador, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar 500 mil vagas em presídios e endurecer a legislação penal brasileira, que considera frouxa. O candidato defendeu penas maiores, como oito anos de prisão para furto de celular, o fim das saídas temporárias e o uso de tecnologia para manter os detentos totalmente incomunicáveis, com o objetivo de conter a reincidência e desestimular o crime.
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Brasil tem poucos presos porque a legislação brasileira é frouxa, e por isso pretende criar meio milhão de vagas em presídios e investir em tecnologia. O candidato participou de uma reunião na manhã de hoje com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Vilattoro.
"Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular, que comete o crime, de no mínimo 8 anos de cadeia, fique preso, não apenas seja preso, mas fique preso. Nós vamos investir muito em tecnologia para que eles fiquem de fato incomunicáveis", disse Flávio Bolsonaro.
O candidato disse ainda que acabou com as chamadas "saidinhas", quando detentos saem em datas comemorativas. "Acabamos com as saidinhas. Quem já estava preso não tinha direito a esse benefício. Isso só traz desgraça. No nosso governo, a legislação vai mudar, os presídios vão deixar de ser escolas de crime e vão ser exemplo. O marginal que for preso não vai sair rápido, vai ficar preso, vai pagar pelos crimes que cometeu e isso com certeza vai desencorajar muita gente a continuar praticando o crime."