O ministro do TSE Dias Toffoli adiou o julgamento da candidatura presidencial de Renan Santos (Missão) por suspeitas de irregularidades. A decisão ocorreu após a apresentação complementar de 18 perfis em redes sociais pelo candidato e seu vice, apontando indícios de descumprimento da legislação sobre propaganda eleitoral na internet. O processo foi retirado de pauta para que o relator analise as possíveis ilicitudes na prestação de informações obrigatórias.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli retirou de pauta o julgamento do registro de candidatura à Presidência da República de Renan Santos (Missão). O julgamento ocorreria nesta segunda-feira, 31.
O ministro adiou a decisão para analisar supostas irregularidades na documentação apresentada pelo candidato sobre suas redes sociais. A legislação ordena que essas contas sejam apresentadas no ato do registro da candidatura.
O candidato foi procurado e ainda não respondeu à reportagem. O espaço continua aberto.
O pedido de registro da candidatura de Renan havia sido feito no dia 7. No dia 19, o candidato e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram uma informação complementar de que teriam um total de 18 perfis nas redes.
Ao analisar as informações complementares, o ministro afirmou que há "indícios de ilicitudes" e descumprimento da lei eleitoral. A decisão não entrou em detalhes sobre quais seriam as ilegalidades.
O ministro citou, que elas supostamente feririam um artigo da lei eleitoral que dispõe sobre o que é e o que não é permitido na propaganda eleitoral na internet. Também mencionou resolução do TSE sobre o tema.