Meses antes de Patrícia Pereira, 31 anos, e sua filha Karolayne, 13, serem assassinadas na zona rural de Candelária, órgãos de proteção já haviam sido alertados sobre os riscos à família. Denúncias apontavam que o bar aberto por Patrícia funcionava como ponto de prostituição com a presença da adolescente. Em setembro, o Conselho Tutelar chegou a pedir providências urgentes à polícia, ao Judiciário e ao Ministério Público sobre a guarda dos filhos, mas os crimes ocorreram meses depois.
Meses antes de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e da filha dela, Karolayne Cristina Costa, de 13, serem assassinadas na zona rural de Candelária, órgãos de proteção já haviam recebido informações sobre possíveis riscos envolvendo a família. Pessoas da comunidade procuraram o Conselho Tutelar, enquanto denúncias anônimas foram encaminhadas ao Disque 100 após Patrícia abrir um bar ao lado da residência onde morava com os filhos.
Segundo as denúncias, o estabelecimento, cuja abertura foi registrada em 30 de abril, seria utilizado como ambiente de prostituição e Karolayne teria sido vista no local junto da mãe. Patrícia tinha outros quatro filhos, mas somente ela e a adolescente estavam em casa no momento do crime. A polícia estima que os assassinatos tenham ocorrido entre domingo (31) e segunda-feira (28).
Um ofício do Conselho Tutelar, datado de 11 de setembro e obtido pela reportagem, registra a necessidade de providências relacionadas à guarda dos filhos de Patrícia. O documento foi encaminhado ao Ministério Público, à Polícia Civil e ao Judiciário de Candelária, com pedido de avaliação urgente da situação familiar e de medidas relativas à guarda das crianças. As mortes ocorreram meses após o encaminhamento do documento.