Tremor é sentido na cidade de São Paulo e na região metropolitana após terremoto no Chile

Abalo foi sentido principalmente por quem mora em andares mais altos de prédios; Corpo de Bombeiros relatou não ter recebido nenhuma chamada ligada ao ocorrido

25 mai 2026 - 22h19

Relatos sobre um tremor de terra em bairros da zona Oeste de São Paulo, como Perdizes e Lapa, e em cidades da região metropolitana, como Osasco e Cajamar, surgiram na noite desta segunda-feira, 25, em redes sociais. Quase ao mesmo tempo, um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingia o norte do Chile, por volta das 18h52 no horário de Brasília.

Local do epicentro do terremoto que atingiu o sul do Chile nesta segunda-feira
Local do epicentro do terremoto que atingiu o sul do Chile nesta segunda-feira
Foto: Reprodução/United States Geological Survey / Estadão

O terremoto foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e pelo centro de sismologia da USP. O epicentro foi localizado em terra firme no norte do país sul-americano, a 31 km da cidade de Calama, e a 101 quilômetros de profundidade.

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Em São Paulo, o tremor foi sentido principalmente por quem mora em andares mais altos de prédios. O Corpo de Bombeiros relatou não ter recebido nenhuma chamada ligada ao ocorrido. No Chile, as autoridades também não reportaram danos nem feridos.

Em publicação nas redes sociais, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) esclareceu que terremotos ocorridos na cordilheira dos Andes podem ser sentidos em São Paulo porque a região metropolitana está em uma bacia sedimentar que tem a característica de amplificar as ondas sísmicas da Terra. No entanto, também disse que é improvável que danos estruturais tenham sido causados na capital paulista.

"Uma ameaça de tsunami na costa chilena foi descartada. De forma preliminar, não foram registrados danos", disse Felipe Plaza, funcionário do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres do Chile, em vídeo publicado na rede social X.

Imagens de Calama transmitidas pela imprensa local mostravam um grupo de pessoas que permaneciam na área costeira, apesar do tremor. / COM AFP

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