Os atos de vandalismo e de depredações contra os ônibus de São Paulo continuaram durante esta terça-feira, 15, por toda a capital e região metropolitana. A informação foi confirmada pela SPTrans, empresa gestora das linhas municipais, e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.
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De acordo com a SPTrans, pelo menos 28 ônibus foram atacados durante o dia. O número pode ser maior ainda pela falta de registro de algumas empresas, vítimas das agressões
Ao todo, desde 12 de junho, quando teve início a onda de depredações, as empresas operadoras relataram que 458 veículos do sistema municipal de transporte foram atacados.
Os acontecimentos têm sido registrados por toda a cidade e não são exclusivos de uma região específica. Ataques foram registrados até mesmo na Av. Paulista.
Até o momento, oito suspeitos foram detidos, afirmou a Secretaria da Segurança Pública, sendo o mais recente nesta segunda-feira, 14, na zona norte da capital. O órgão afirma ainda que as investigações seguem sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), que realiza diligências e analisa dados para identificar e prender outros envolvidos.
O governo estadual não tem uma investigação concluída sobre os motivos dos ataques. Neste momento, a principal linha de investigação é o envolvimento de funcionários ou empresas que atuam na área de transporte coletivo público.
Na hipótese dos investigadores, a intenção dos criminosos é provocar clima de medo e apreensão, desestabilizando o setor e forçando a Prefeitura de São Paulo a fazer mudanças no setor.
As outras linhas de investigação incluem desafios convocados por plataformas digitais e a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na orquestração dos ataques.
"O policiamento segue intensificado em todo o estado, por meio da "Operação Impacto – Proteção a Coletivos", que mobiliza 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas com o objetivo de garantir a segurança de passageiros e funcionários do transporte público. A operação receberá o reforço de equipes do policiamento de trânsito e do sistema Olho de Águia", afirmou a SSP.
Vale destacar que os veículos atingidos são reportados à SPTrans e retornam para as garagens de suas respectivas empresas, sendo substituídos por outros carros, que compõem a 'reserva técnica' e seguem o cronograma de viagens a fim de não atrapalhar o fluxo padrão dos usuários.
*Com informações do Estadão Conteúdo