Sobreviventes relatam falta de orientação após morte de turista holandês em barco nas Cataratas do Iguaçu

Passageiros dizem não ter recebido instruções caso o barco virasse e sobre os coletes salva-vidas; Mark Lensink, de 25 anos, perdeu a vida

2 ago 2026 - 22h39
O turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, morreu afogado após acidente em barco que virou durante passeio nas Cataratas do Iguaçu.
O turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, morreu afogado após acidente em barco que virou durante passeio nas Cataratas do Iguaçu.
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Os sobreviventes do acidente com uma embarcação do passeio Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, relataram momentos de desespero após o barco virar durante a navegação em direção às Cataratas do Iguaçu. Os depoimentos, exibidos pelo Fantástico neste domingo (2), também levantam questionamentos sobre as orientações de segurança repassadas aos passageiros antes da saída.

O acidente ocorreu na última terça-feira (28) e resultou na morte do turista holandês Mark Lensink, de 25 anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele sofreu afogamento que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

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Em depoimento, o cunhado de Mark afirmou que os passageiros receberam coletes salva-vidas antes do embarque, mas disse que não houve explicações sobre a utilização do equipamento nem sobre os procedimentos em caso de emergência.

"Ao chegarmos ao barco, recebemos coletes salva-vidas, que precisávamos prender na altura da cintura. Não houve nenhuma explicação sobre o uso do colete ou sobre o que fazer caso o barco virasse", afirmou.

Já o sogro da vítima descreveu o momento em que a embarcação foi atingida por uma onda e virou em questão de segundos.

"Enquanto navegávamos em direção ao meio do rio, uma grande onda atingiu o barco pela esquerda. Era uma onda gigantesca. O barco virou em poucos segundos. Depois disso, acabamos todos debaixo do barco. Primeiro, lutamos para sair de lá", relatou.

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Ele também afirmou que o modelo do colete salva-vidas dificultava seu ajuste ao corpo.

"Havia uma fita que prendia na cintura, mas como prendia por baixo, entre as pernas, o colete sempre subia", disse.

O cunhado de Mark contou ainda que ele e a vítima conseguiram escapar da embarcação após o naufrágio e iniciaram imediatamente as buscas pelos demais familiares.

"Mark e eu não ficamos presos sob o barco virado e imediatamente procuramos pelos outros. Consegui resgatar a noiva do Mark e a minha sogra. Depois disso, não vi mais o Mark", afirmou.

Ao todo, oito pessoas estavam na embarcação: seis turistas holandeses — um casal, as duas filhas, o noivo de uma delas (Mark) e o namorado da outra —, além do piloto e do copiloto.

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Um dos turistas foi encaminhado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. Outras quatro vítimas receberam atendimento ainda no local e foram liberadas. O piloto e o copiloto procuraram atendimento posteriormente no Porto Seco do Kattamaram e, após avaliação do Corpo de Bombeiros, foram levados à UPA Morumbi.

O caso mobilizou sete bombeiros, duas ambulâncias e uma viatura, além de equipes da Marinha do Brasil e da Polícia Civil do Paraná, responsável por investigar as circunstâncias do acidente.

O barco fazia parte do Macuco Safari, atração turística que leva visitantes para um passeio de navegação próximo às Cataratas do Iguaçu. Nos dias anteriores ao acidente, a região registrava alta vazão do rio Iguaçu, o que levou ao fechamento temporário da passarela de acesso às quedas d'água. Os passeios turísticos foram retomados três dias após o acidente.

Fonte: Portal Terra
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