Sinal de celular leva buscas por família desaparecida a sítio de suspeito

Polícia Civil e Bombeiros concentram operações em área rural entre Gravataí e Cachoeirinha; três pessoas estão sumidas há mais de 50 dias

19 mar 2026 - 10h30
(atualizado às 10h33)

As investigações sobre o paradeiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Aguiar (69) e Dalmira Aguiar (70), ganharam um novo capítulo nesta semana. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros intensificaram as buscas em uma área rural estratégica entre os municípios de Gravataí e Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O direcionamento das equipes ocorreu após a perícia técnica rastrear um sinal do celular de Silvana emitido dias após o seu desaparecimento, ocorrido em 24 de janeiro. Coincidentemente, a região apontada pelo sinal abriga uma propriedade rural pertencente a familiares do principal investigado: o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana.

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Estratégia de busca e materiais apreendidos

Para otimizar os trabalhos em campo, as autoridades voltaram a utilizar cães farejadores, técnica considerada fundamental para varreduras em perímetros delimitados. Além das buscas físicas, a ofensiva policial resultou na apreensão de itens importantes para o inquérito:

Dispositivos: Celulares e um notebook vinculados ao círculo do suspeito.

Veículos: Dois carros ligados a familiares de Cristiano passarão por perícia minuciosa.

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Eletrônicos de terceiros: Equipamentos de um amigo do PM, citado em um possível álibi, também estão sob análise.

Linha de investigação e indícios de crime

O delegado Anderson Spier reforça que a hipótese de crime é a mais provável, uma vez que não houve qualquer movimentação bancária nas contas das três vítimas desde o fim de janeiro. Essa inatividade financeira é considerada incompatível com a rotina da família.

A linha principal de investigação trabalha com os crimes de feminicídio (contra Silvana), duplo homicídio (contra os pais) e ocultação de cadáver. Cristiano Domingues Francisco está sob prisão temporária desde o dia 10 de fevereiro. Enquanto a defesa do PM afirma colaborar com o processo e estuda pedidos de liberdade, a polícia aguarda laudos de material genético colhidos na residência das vítimas e a identificação de um veículo vermelho avistado em movimentação atípica no local na noite do sumiço.

O inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias, consolidando as provas técnicas e testemunhais de um dos casos mais complexos da segurança pública gaúcha em 2026.

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